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quinta-feira, agosto 30, 2012

CAMPANHA SALARIAL 2012/2013


 Todas as reivindicações da Campanha Salarial 2012/2013, o carro chefe da pauta é o índice de reajuste de 43,7%, aumento linear de R$200,00 reais, O vale refeição será de R$ 35,00 por dia e o piso salarial será de R$ 2.500,00. Alem disso, os trabalhadores também irão lutar pelo retorno da data-base da categoria para dezembro.

Além das clausulas econômicas, a pauta contem, as reivindicações sociais relativas às condições de trabalho da categoria. Tudo o que foi levantado na pauta de reivindicação é produto de um extenso trabalho na base, as denúncias dos trabalhadores sobre os abusos dos chefes, as péssimas condições de trabalho nos setores, a falta de funcionários, e
etc
Uma das principais questões da Pauta é a política de superexploração da ECT, por meio da implantação do SAP nos CDDs e do SARC nas agências. As reivindicações dos trabalhadores só farão sentido se vierem acompanhadas da luta contra a privatização.
-         43,7% já!
-         Fim do SAP e do SARC;
-         Contratação imediata de 30 mil funcionários
-         Fim da terceirização;
-         Fim da sobrecarga de trabalho;
-         Não à privatização da ECT;
-         Entrega só pela manhã;
-         Data-base para dezembro;
-         Fim do banco de horas;
-         200 reais linear;
-         Auxílio creche para homens;
-         Fim do PCCS da escravidão;
-         Não ao assédio moral;
-         Seguro de integridade pessoal para os trabalhadores;
-         Não ao banco postal;
-         Livre acesso dos representantes sindicais nos setores de trabalho;
-         Condições adequadas de trabalho;
-         Jornada de 6h para os atendentes;
-         Não à intervenção dos tribunais patronais no movimento sindical; pelo direito de greve!

ASSÉDIO MORAL CONTRA O EMPREGADO


Tão antigo quanto o trabalho, o assédio moral caracteriza-se por condutas que evidenciam violência psicológica contra o empregado.
Desta forma, expor o empregado a situações humilhantes (como xingamentos em frente dos outros empregados); exigir metas inatingíveis; negar folgas e emendas de feriado quando outros empregados são dispensados; agir com rigor excessivo e colocar "apelidos" no empregado são alguns exemplos que odem configurar o assédio moral.

São atitudes que, repetidas com frequência, tornam insustentável a permanência do empregado no emprego, causando danos psicológicos e até físicos (como doenças devido ao estresse) ao empregado.

Os distúrbios mentais relacionados com as condições de trabalho são hoje considerados um dos males da modernidade. Algumas das novas políticas de gestão exigem que as pessoas assumam várias funções, tenham jornadas prolongadas, entre outros abusos. Para o empregado, não aceitar tais imposições é correr o risco de ser demitido já que dificilmente faltam substitutos.

Ressalte-se que o assédio moral é repetitivo, ou seja, é caracterizado por ações reiteradas do assediador. Portanto, devem-se diferenciar acontecimentos comuns e isolados que ocorrem nas relações de trabalho (como uma "bronca" eventual do chefe) das situações que caracterizam assédio moral. Se constantemente a pessoa sofre humilhações ou é explorada, aí sim temos assédio moral.
Além dos superiores hierárquicos, é comum os pares terem atitudes de humilhar seus colegas. Por medo, algumas pessoas repetem a atitude do chefe, humilham aquele que é humilhado ou ficam em silêncio quando vêm uma situação dessas. Mas os executivos também sofrem pressão. A cada ano eles têm que atingir metas mais ousadas em menos tempo e acabam transmitindo essa angústia para os demais. O problema é estrutural nas empresas.

Uma das principais causas do assédio é o desejo do empregador em demitir o empregado. Para não arcar com os custos de uma demissão sem justa causa, o empregador busca criar um ambiente insustentável na expectativa de que o empregado acabe pedindo demissão.
Entre as pessoas que mais sofrem humilhações estão aquelas que adoecem por consequência do trabalho; as de meia-idade (acima de 40 anos) e são consideradas "ultrapassadas" em alguns ambientes; as que têm salários altos, porque podem ser substituídas a qualquer momento por um ou dois trabalhadores que ganhe menos; gestantes e os representantes eleitos da CIPA e de Sindicatos (que possuem estabilidade provisória). Abaixo algumas situações que podem identificar um empregado que está sendo assediado:
·        isolado dos demais colegas;
·        impedido de se expressar sem justificativa;
·        fragilizado, ridicularizado e menosprezado na frente dos colegas;
·        chamado de incapaz;
·        torna-se emocionalmente e profissionalmente abalado, o que leva a perder a autoconfiança e o interesse pelo trabalho;
·        propenso a doenças;
·        forçado a pedir demissão.
Citamos também algumas situações que podem identificar o agressor, podendo ser um chefe ou superior na escala hierárquica, colegas de trabalho, um subordinado para com o chefe ou o próprio empregador (em casos de empresas de pequeno porte):
·        se comporta através de gestos e condutas abusivas e constrangedoras;
·        procura inferiorizar, amedrontar, menosprezar, difamar, ironizar, dar risinhos;
·        faz brincadeiras de mau gosto;
·        não cumprimenta e é indiferente à presença do outro;
·        solicita execução de tarefas sem sentido e que jamais serão utilizadas;
·        controla (com exagero) o tempo de idas ao banheiro;
·        impõe horários absurdos de almoço, etc.
Vale ressaltar que não basta alegar o assédio, é preciso provar que foi assediado, sob pena da Justiça do Trabalho não reconhecer o direito conforme se pode constatar em alguns julgados abaixo.
No âmbito federal, o Brasil ainda não possui regulamentação jurídica específica, mas o assédio moral pode ser julgado por condutas previstas no artigo 483 da CLT.

Na prática, os tribunais trabalhistas reconhecem o assédio quando caracterizado e comprovado por testemunhas, levando aos empregadores a pagarem indenizações elevadas.

CAMPANHA SALARIAL 2012/2013


Após os debates do XI Contect, a Pauta de Reivindicações da categoria está finalizada e será enviada oficialmente pela direção do SINCORT aos seus afiliados em todo o Estado.
A Pauta será referenda na assembleia realizada pelo sindicato, no dia 25 julho. Junto com o referendo da pauta, será referendado um diretor sindical, que representará a categoria no Comando de Mobilização e Negociação para Campanha Salarial-2012/2013.
O envio da pauta aos trabalhadores da ECT.  é uma etapa essencial para o início da campanha salarial 2012/2013. Os trabalhadores, em cada base sindical, devem estudar e analisar a pauta. As reivindicações dessa campanha salarial são as mais combativas dos últimos anos, contendo as questões mais sentidas pelos trabalhadores nos setores de trabalho.

            O carro chefe da pauta que será enviada aos trabalhadores, é o índice de reajuste de 43,7%, aumento linear de R$200,00 reais, O vale refeição será de R$ 35,00 por dia e o piso salarial reivindicado será de R$ 2.500,00. Alem disso, os trabalhadores também irão lutar pelo retorno da data-base da categoria para dezembro.

Além das clausulas econômicas, a pauta contem, as reivindicações sociais e relativas às condições de trabalho da categoria. Tudo o que foi levantado na pauta de reivindicações, é produto de um extenso trabalho na base, as denúncias dos trabalhadores sobre os abusos dos chefes, as péssimas condições de trabalho nos setores, a falta de funcionários, e etc.

Uma das principais questões da Pauta é a política de superexploração da ECT, por meio da implantação do SAP nos CDDs e do SARC nas agências. As reivindicações dos trabalhadores só farão sentido se vierem acompanhadas da luta contra a privatização.
-           43,7% já!
-           Fim do SAP e do SARC;
-           Contratação imediata de 30 mil funcionários
-           Fim da terceirização;
-           Fim da sobrecarga de trabalho;
-           Não à privatização da ECT;
-           Entrega só pela manhã;
-           Data-base para dezembro;
-           Fim do banco de horas;
-           200 reais linear;
-           Auxílio creche para homens;
-           Fim do PCCS da escravidão;
-           Não ao assédio moral;
-           Seguro de integridade pessoal para os trabalhadores;
-           Não ao banco postal;
-           Livre acesso dos representantes sindicais nos setores de trabalho;
-           Condições adequadas de trabalho;
-           Jornada de 6h para os atendentes;
-           Não à intervenção dos tribunais patronais no movimento sindical; pelo direito de greve!

CAMPANHA SALARIAL


Após várias reuniões, nem os representantes da empresa e nem da Fentect chegaram ao um denominador comum. Ou seja, temos a proposta apresentada pela federação, que representa os anseios da categoria, e a ridícula proposta apresentada pela empresa, que é de 3% sobre o salário, repassando este índice aos demais benefícios. Vale lembrar que a empresa divulgou que, até meados do fim do mês de maio, o lucro líquido era de 700 milhões de reais, nesta base, ao fim de 12 meses, a empresa terá obtido o maior lucro de sua historia. E quando senta a mesa de negociação, diz que não tem dinheiro para dar aumento aos seus empregados, e se não aceitar a proposta por ela mostrada no decorrer das negociações, recorrerá ao TST. Uma das angustias sofrida pela categoria, e o fantasma do ACÓRDÃO. Talvez, um mecanismo que a empresa utilizará para não negociar com os trabalhadores, forçando a categoria a ir pra greve. Neste momento somos forçados a refletir. Aceitamos o que a empresa está impondo, ou, iremos de maneira organizada, brigar para melhorar nossos salários, e consequentemente, a vida de nossas famílias.

                        Aproximadamente, uma década atrás, a FENTECT era comandada pela mesma corrente política que hoje está à frente da federação, e lembramos como era difícil conseguirmos um acordo coletivo que nos beneficiar-se, pois, encontrávamos intransigência tanto por parte do governo quanto pela federação, e nosso movimento unificado era contra um governo intransigente. Assim como hoje.

                        O cenário mudou, nos últimos anos, mesmo com o partido dos trabalhadores assumindo o governo, fomos forçados a ir para a greve, conseguimos recuperar grande parte do nosso poder aquisitivo, perdido nos anos anteriores. Não podemos esquecer que, alem da mudança no governo, a FENTECT era comandada por outra corrente política, por meio disto, facilitavam-se as negociações por intermédio da própria política vigente. Isto não quer dizer, que o movimento sindical acomodou-se, mas sim, passou-se a ser feito de maneira seria, visando resguardar e respeitar o trabalhador no seu local de trabalho. Bandeiras são levantadas, como a saúde do trabalhador, o assedio moral, etc. Assim como novas necessidades são percebidas, como a não dobra no setor de trabalho, assistência medica regular, entre outras necessidades. Não devemos esquecer-nos de, tudo que conseguimos até hoje, foi com muita luta, desde os companheiros que passaram pelo movimento, anos atrás, onde muitos pagaram com o próprio emprego, que até o dia de hoje lutam para retornar para a empresa. Luta essa que devemos manter para não perder esses benefícios ganhos anos atrás, se os trabalhadores dos correios não ficarem unidos, existe a possibilidade de esses benefícios serem perdidos. Prova esta, e a tentativa de substituir o plano de saúde do trabalhador por um plano privado.

                        Por isso a presença dos trabalhadores na assembleia é importante, mostra para a empresa, o quanto os trabalhadores estão convictos de seus direitos, e, é desta maneira, que a empresa consegue visualizar a união e a disposição dos trabalhadores para a campanha salarial deste ano. Vale lembrar que, os movimentos estão ai, ocorrendo em todas as esferas do Governo, não queremos nada mais do que aquilo que nos temos o direito de revindicar como trabalhador desta empresa. As peças foram trocadas, o que mudou nos setores de trabalho, no que diz respeito à saúde e valorização do trabalhador? Esta resposta tem que vir de você companheiro.

                                                                                          

O trabalhador unido, jamais será vencido. Juntos somos fortes, mas separados, podemos ser vencidos