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terça-feira, maio 02, 2017

Dia do Trabalhador reflete dados ainda negativos para a classe e a importância da luta


Esta segunda-feira, dia 1 de maio, poderia ser um dia para comemorações, se a cada cinco minutos não morressem cerca de 20 trabalhadores por acidentes fatais e cerca de 3 mil não sofressem acidentes, ao redor do mundo. Os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) - anunciados em abril deste ano - demonstram que ainda há muito o que se fazer para zelar pela vida do trabalhador, seja no Brasil ou mundo afora. Por isso, a FENTECT pede a todos que a luta por direitos e dignidade não seja esgotada.
Em várias partes dos mundo, há relatos de escravidão velada, com milhares de trabalhadores laborando por horas a fio, sem remuneração ou condições apropriadas. O número é tão extenso que, ainda neste século, no Brasil, de 1995 a 2015, 49.816 pessoas foram libertadas da escravidão no país, segundo fiscalizações de trabalho escravo realizadas de maneira conjunta por Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, desde 1995.
Em março, no Brasil, foi registrado o total de 14,2 milhões de desempregados, encerrando o trimestre - 14,9% superior em relação ao imediatamente anterior, de outubro a dezembro de 2016. Isso significa mais 1,8 milhão de pessoas sem ocupação, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em fevereiro, eram 13 milhões na rua.
De acordo com os dados da OIT, lançados no Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho, fica claro que essas são condições escassas, já que cerca de 2,3 milhões de pessoas morrem e 300 milhões ficam feridas todos os anos, no mundo, em acidentes de trabalho. A segurança do trabalhador, portanto, deveria ser item prioritário na pauta dos países, já que os números custam cerca de 4% do PIB mundial, em termos de dias perdidos, gastos com saúde, pensões, reabilitação e reintegração, conforme a entidade.

Prejuízos futuros
Além de conviver com esse tipo de degradação, todas as categorias e segmentos estão ameaçados com as principais reformas que o governo federal quer adotar, a Trabalhista e da Previdência. Assim, haverá ainda mais mão de obra barata e desvalorizada no Brasil e pessoas que passarão o resto do dia a "contribuir" por uma dívida que não lhes pertence.

Com a Reforma Trabalhista, entre os principais pontos, ficam acordos coletivos negoaciados prevalecidos sobre a CLT, sendo possível a negociação de jornadas maiores, de até 12 horas diárias. O benefício das férias poderá ser fatiado em três vezes e as horas de deslocamento até o trabalho serão ignoradas, sem pagamento.
Outro ponto importante é a promoção da vulnerabilidade do trabalhador, a que propõe a reforma de Michel Temer. Pela proposta, a contribuição sindical se torna facultativa, o que pode dificultar a luta dos trabalhadores, assistidos pelas entidades e que têm nelas a possibilidade de luta por direitos e garantias dos benefícios, caso não seja revista com cautela essa situação.
Assim, diante do cenário mundial e nacional, a realidade do trabalhador segue desfavorável. Com economias cada vez mais voltadas ao lucro, cabe às classes se unirem contra a promoção da retirada de direitos e contra a continuidade da escravidão, ainda em tempos tão modernos. Que este Dia do Trabalhador sirva como reflexão, para que nenhuma reforma seja imposta sem o consentimento dos principais atingidos por ela e para que trabalhar não seja um fardo, mas escolhas que gerem saúde, qualidade de vida e felicidade.

sexta-feira, abril 28, 2017

Federação informa à empresa que está à disposição para negociar

Devido à greve deflagrada por tempo indeterminado, a FENTECT enviou a Carta 103 da federação ao presidente dos Correios, Guilherme Campos, pela qual coloca a entidade à disposição para eventuais negociações com a empresa.
O documento reafirma a Guilherme Campos a greve a partir desta quinta-feira (27). Diante de tentativas anteriores, sem sucesso, de chegar a um acordo com a empresa, a categoria não viu outra solução, a não ser a paralisação.
A ECT se recusa a retomar as férias dos empregados, que ficarão quase dois anos sem o benefício, caso não seja revogada a suspensão, e em divulgar na mídia informações ameaçadoras, que colocam a conta dos problemas da má gestão no contracheque e na saúde dos trabalhadores.
Enquanto isso, os 33 sindicatos que aderiram à greve vão permanecer paralisados, até que a empresa recue nas decisões arbitrárias e busque um consenso junto aos ecetistas.
A FENTECT e os sindicatos buscam as melhores soluções para os trabalhadores e a sociedade. Carteiros, atendentes, OTTs e administrativos estão unidos na luta para manter o patrimônio nacional. Somente com a manutenção dos empregos e da qualidade de vida da categoria é que os Correios perpetuarão a qualidade de empresa mais confiável do Brasil e continuará levando aos locais mais longínquos os serviços postais e bancários.

FENTECT orienta participação dos sindicatos na greve nacional desta sexta-feira

A FENTECT, em adesão à greve geral nacional desta sexta-feira (28), estará fechada. A federação orienta os sindicatos filiados que façam o mesmo pela causa nobre de lutar por direitos e contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, com diversas categorias. A FENTECT retornará com as atividades normais na próxima terça-feira, dia 2 de maio.
A greve geral nacional foi convocada pelas principais centrais sindicais do país. A pauta de reivindicação demonstra a insatisfação dos brasileiros diante das mudanças que estão sendo levantadas pelo governo federal.
Segundo o IBGE, 80% dos lares brasileiros utilizam o benefício da Previdência, logo, é preciso que esse número, tão denso, esteja nas ruas, de mãos dadas a toda classe de trabalhadores. A CLT, nesta semana, foi rasgada pelo Congresso Nacional, com aberturas ao capital e facilitações à exploração da mão de obra brasileira.
A organização da greve geral espera que trabalhadores dos setores de transporte público, aeronautas, bancários, funcionários públicos e professores da rede pública e privada, profissionais da indústria, como químicos e metalúrgicos, entre outros, parem nesta sexta-feira (28).
Os ecetistas anteciparam a mobilização e aproveitaram o momento de luta para levar às ruas as causas da categoria, que sofre com ameaças de privatização e corte de direitos. Desde a quarta-feira (26), os trabalhadores dos Correios deflagraram a greve por tempo indeterminado.
A FENTECT ressalta que é fundamental toda a categoria se unir aos demais trabalhadores do país. Para isso, que os sindicatos filiados continuem mobilizando suas bases e enviem para a capital federal, Brasília, seus representantes, a partir da próxima terça-feira (2), para agregar à mobilização no centro político do país e, dessa maneira, chamar a atenção das autoridades e da direção da empresa. É preciso manter firme os trabalhadores, para que não recuem até que a ECT tome as devidas providências pela garantia dos empregos e direitos.

quinta-feira, abril 27, 2017

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Estado do Pará SINCORT/PA, pessoa jurídica inscrita sob o CNPJ. 05.623.954/0001-74,  entidade representativa dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios de todo o Estado do Pará, com sede própria localizada na Av. Pedro Álvares Cabral, Passagem São Jorge nº 28, Belém Pará, CEP. 66.615.550, neste ato representado pelo seu Presidente Sr. Israel Pereira Rodrigues Junior, em uso de suas atribuições conforme artº 24º do Estatuto Social da Entidade Sindical, convoca todos os funcionários ecetistas, para se fazer presente em Assembleia Geral que será realizada no dia 19 de abril de 2017, no auditório da entidade sindical SINCORT/PA, em primeira chamada as 18:00hs e em segunda 18:30hs, objetivando os seguintes pontos de pauta: 1º Informes Gerais; 2º RATIFICAÇÃO DO ESTADO DE GREVE COM INDICATIVO DE GREVE POR TEMPO INDETERMINADO A PARTIR DAS 00:00h. DO DIA 27 DE ABRIL DE 2017.
Belém, 19 de abril de 2017.

Israel Pereira Rodrigues Junior
Presidente SINCORT/PA

SINCORT/PA ENTRA COM AÇÃO COLETIVA PARA BARRAR SUSPENSÃO DAS FÉRIAS DOS TRABALHADORES


Recentemente a ECT anunciou a suspensão das férias dos funcionários no período de maio de 2017 a abril de 2018. A decisão foi apresentada sob alegação de que a empresa estaria deficitária e, por isso, a necessidade de cortes de gastos. Trata-se de mais um ataque aos direitos dos trabalhadores que não pode passar sem enfrentamento. Nesse sentido, o Sincort/PA informa que já foi dado entrada  com ação coletiva para que a medida arbitrária da empresa seja revertida. Orienta, ainda, aos trabalhadores que já haviam marcado as férias e firmado compromissos financeiros para o período que dirijam-se ao sindicato com comprovantes dos prejuízos para que possam ser utilizados nessa ação, requerendo a concessão das férias e tutela antecipada (liminar).
“A empresa implementou essa medida unilateral de uma hora pra outra e não levou em conta os planejamentos dos trabalhadores que foram pegos de surpresa”.

Processo: 0000504-30.2017.5.08.0012

GREVE NACIONAL dia 27/04



Estamos vivenciando um momento de imensos ataques por parte da direção dos Correios (demissões em massa, fechamento de diversas agências pelo país, retirada de direitos da categoria, entre outros). Trata-se de uma serie de medidas intransigentes que desmonta a empresa e afeta drasticamente a nossa categoria. Diante dessas ações e por acreditar que a mobilização é a melhor maneira de barra qualquer retrocesso, o SINCORT/PA convoca todos trabalhadores e trabalhadoras para Assembleia em 26 de abril, a partir das 18h, para deflagração de uma grande Greve Nacional.
 Há muito tempo, temos lutado pela manutenção dos Correios como Empresa publica e estatal e a serviço da sociedade. No entanto, as últimas medidas tomadas pelos gestores da ECT evidenciam a entrega do patrimônio publico á iniciativa privada. Além disso, as medidas arbitrarias implementadas em diversos setores deixam claro que o bem-estar do trabalhador não é prioridade para os Correios.
O mais recente ataque da empresa aos nossos direitos foi o anúncio da suspensão das férias de maio de 2017 ate abril de 2018. A ECT sustenta o discurso de não ter dinheiro para pagar os gastos com pessoal e, no entanto, tem gastando exageradamente em outras áreas que não são prioridades. Custeou, inclusive, uma excursão de vice-presidentes à Europa a fim de discutir o melhor modelo de privatização para os Correios, além de financiar diversos patrocínios.
Outro ponto preocupante para nós, ECTistas, é quanto ao plano de saúde. A empresa havia proposto a cobrança de uma mensalidade, com variação de acordo com a faixa etária e salarial do funcionário, mais o compartilhamento entre 10% e 30% sobre consultas e outros procedimentos.
Como a primeira proposta gerou muita indignação, os Correios apresentaram uma segunda, em que arcaria com o custo das mensalidades referentes aos funcionários. As despesas com dependentes ficariam por conta do titular.
A orientação do sindicato é que a categoria rejeite também essa proposta, pois, pode haver uma armadilha, uma vez que, a empresa condiciona sua participação no custo das mensalidades dos funcionários à obtenção lucro liquido. Para o Presidente do Sindicato, a empresa tem que respeitar o acordo coletivo.

“A decisão dos trabalhadores em relação ao estudo da Comissão Paritária e que se mantenham o que está no ACT 2016/2017. Se a empresa quiser discutir outra proposta, que aguarde a campanha salarial, pois até esse período, o nosso acordo coletivo nos resguarda. A categoria tem que parar por todo país, esse é o único meio de barrar os ataques”, afirmou.

Trabalhadores dos Correios antecipam as mobilizações do País

Na noite dessa quarta-feira (26), 33 sindicatos da categoria aderiram à greve geral por tempo indeterminado. Mais uma vitória para os trabalhadores, que permanecerão unidos, lutando por direitos e pela empresa, contra a privatização. A paralisação foi colocada em pauta no XVIII Conselho de Representantes da federação, realizado no mês de março deste ano.

Ecetistas de todo o Brasil vão permanecer mobilizados enquanto a direção da ECT não recuar na retirada de direitos promovida com insistência. A empresa, que constantemente alega à mídia falta de recursos financeiros, com declarações negativas do presidente Guilherme Campos, mas permanece, no entanto, promovendo gastos exorbitantes com patrocínios e viagens de vice-presidentes, por exemplo.

Enquanto isso, promove intenso assédio moral contra os próprios empregados, ameaçando cortes como o das férias e cobranças, como no plano de saúde.

Preocupada com o lucro, a direção dos Correios tem abandonado o caráter social da empresa, com descaso à sociedade. Essa perderá, pois diversas agências já estão sendo fechadas. Boa parte da população brasileira não terá acesso aos serviços bancários e postais em locais onde os Correios são os únicos a chegar.

Com isso, a diretoria da FENTECT ressalta que é preciso haver luta, sim, até que seja restabelecido o padrão de qualidade perpetuado nos mais de 350 anos de Correios. É hora de levantar as bandeiras de luta e ir para as ruas mostrar ao povo e à gestão da ECT que a categoria não vai aceitar o desmonte do patrimônio nacional. A estatal é dos brasileiros e precisa ser mantida, pelo bem dos 117 mil trabalhadores de todo o país e dos clientes espalhados no território brasileiro.


Os sindicatos que aderiram à greve geral são: ACR, AL, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, JFA (MG), URA (MG), MT, MS, PA, PI, PR, RJ, RN, RO, SC, TO, PB, PE, RS, SMA (RS).
Em São Paulo: RPO, BRU, VP, STS, CAS, SJO, SPI.

Trabalhadores dos Correios pedem apoio da população contra o desmonte do patrimônio nacional

Contra a privatização, as demissões e retiradas de direitos, os trabalhadores dos Correios contam com o apoio da população em mais uma luta que vão travar a partir desta semana. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) informa que na próxima quarta-feira (26), a partir das 22 horas, ecetistas de todo o País entrarão em greve por tempo indeterminado. Por isso, a federação esclarece a importância da mobilização também para a sociedade, já que mais de 200 agências estão sendo fechadas por todo o Brasil. Com isso, muitos moradores do interior e das periferias vão ficar sem o atendimento bancário e postal dos Correios do Brasil.

Além do fim das agências próprias dos Correios, com fortalecimento das franqueadas, o que esvazia os negócios da empresa para a iniciativa privada, a ECT implantou a entrega alternada em vários locais do país. Assim, aprofunda a má qualidade na entrega de correspondências, que deixa de ser diária, retirando, dessa maneira, o direito do cliente de receber regularmente as encomendas.

O atual presidente dos Correios, Guilherme Campos, indicado político do Partido Social Democrático (PSD), afirma à mídia dados negativos da empresa e um déficit financeiro em torno de R$ 4 bilhões. No entanto, a receita da estatal apenas cresce. Em contrapartida, a gestão da empresa adota medidas que maximizam os problemas nos Correios. Por exemplo, a ECT adotou normas contábeis que impactaram na contabilidade, sugerindo um déficit. De R$ 2 bilhões anuais, em torno de R$ 1,5 bilhão são dados contábeis.

O pós-emprego possui variáveis questionáveis, por exemplo: a tábua de mortalidade adotada pelos Correios é de 83 anos, no entanto, o IBGE trabalha com a estimativa em 72 anos. O lançamento contábil diferenciado significa, então, que a direção dos Correios não está, de fato, saindo do caixa da empresa.

Nos últimos anos, os Correios repassaram para o governo federal R$ 6 bilhões e, desse montante, R$ 3,9 bilhões foram acima do valor estabelecido legalmente, prejudicando as reservas financeiras e investimentos necessários para a modernização da empresa. Ainda, foi realizado distrato de R$ 2,3 bilhões do Banco Postal, com o Banco do Brasil, e destinados R$ 300 milhões em patrocínios nas Olimpíadas, fora os demais às confederações brasileiras. Foi investido na CorreiosPar apenas para "cabides de emprego" e realizados gastos constantes com diversas consultorias, sem licitação e sem solução para os problemas dos Correios.

Este ano, a direção dos Correios anunciou que está planejando demissões incentivadas. Esse processo dificulta ainda mais a situação na estatal, que não tem contratações há anos - o último concurso foi em 2011. A suspensão das férias dos empregados por um ano também é um agravante para os afastamentos médicos, pela sobrecarga de trabalho. Com o plano de saúde ameaçado, os trabalhadores terão mais dificuldades para se recuperar.

Com mais de 350 anos de existência, os Correios exercem papel fundamental na integração nacional e para a segurança postal. É considerada empresa padrão de excelência e desempenha um papel social significativo no país, em especial, nos locais mais longínquos. A privatização coloca em risco o direito da população ter acesso aos serviços dos Correios, já que nas cidades menos lucrativas o único intuito da empresa é fechar as agências.


Eixos de Luta da categoria para a greve desta quarta-feira (26), em todo o Brasil:
Contra o desmonte dos Correios. Não à privatização!
Contra a suspensão das férias
Nenhuma demissão. Contratação já!
Contra o fechamento das agências
Contra a falta de segurança das agências
Pelo retorno da entrega diária
Greve geral contra as Reformas Previdenciária e Trabalhista
Abertura dos livros contábeis da empresa. Auditoria já!
Auditoria da dívida pública. Taxação das grandes fortunas
Fora Guilherme Campos! Fora Temer!

Não se deixe enganar: Correios privatizado, povo prejudicado!

Dia do OTT chama atenção dos operadores para participação na luta da categoria

Parte importante dos Correios, NO ULTIMO DIA (24),  o SINCORT/PA, A FENTECT e toda a categoria ecetista comemoram o Dia do Operador de Triagem e Transbordo dos Correios (OTT’s). A dois dias da mobilização nacional, os mais de 15 mil profissionais da área também são chamados pela federação a fazer parte da luta junto aos carteiros, atendentes e administrativos. A hora é de fazer além das funções do dia a dia, pela manutenção dos empregos e benefícios de todos.
Responsáveis pela recepção da carga postal, preparação de equipamentos, paletes e redes, abertura e fechamento de malas, caixetas e contêineres, bem como a conferência dos mais de 30 milhões de objetos enviados diariamente por todo o Brasil, os OTT’s também sofrem com os resultados da má gestão da ECT. Todas as retiradas de direitos refletem também na qualidade de vida e trabalho desses empregados.
Assim como os demais, os operadores de triagem e transbordo representam o caráter original da empresa, o social. Reafirmam, a cada dia, a função dos Correios em manter a excelência do atendimento e da prestação dos serviços postais e bancários.
São os OTT’s, também, alvos da reestruturação da ECT e da privatização, ocasionadas pelo crescimento das franqueadas e, agora, com o fechamento de mais de 200 agências pelo país. Por isso, a FENTECT reafirma a necessidade de que todos participem da próxima greve geral que será realizada nesta quarta-feira (26), a partir das 22 horas, em todos os estados do Brasil.
Mais que uma data para comemorações, esta segunda-feira lança a conscientização para a categoria, que precisa estar atenta aos ataques. "Aos trabalhadores, é importante dizer que é preciso acordar porque, se não, vão retirar nossos direitos e não teremos empresa para trabalhar. Vai ter mobilização sim e vamos para o enfrentamento barrar o governo, que quer retirar os nossos direitos. Este é o momento para rebater os ataques e dialogar com a sociedade sobre a situação dos Correios", destaca o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva.

Em nova audiência, deputados e representantes reforçam o não à privatização dos Correios


Há pouco menos de uma semana da data marcada para a greve geral - 26 de abril, a partir das 22 horas -, representantes dos sindicatos filiados à FENTECT e os diretores da federação participaram de mais uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quinta-feira (20). Na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, as representações falaram sobre a real situação que a ECT está impondo aos trabalhadores, com discurso de déficit e mudanças nos Correios.

Para rebater as declarações negativas à mídia, do presidente dos Correios, Guilherme Campos, o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, questionou: "quem vai apostar numa empresa a qual o próprio presidente diz que é inviável?"

Ele ainda destacou o interesse dos trabalhadores em defender os Correios e participar das decisões pelo futuro da empresa. Para o secretário-geral, é importante aproveitar o momento de discussões no País para falar sobre o verdadeiro papel dos Correios de integrar o Estado e as pessoas e completou afirmando que a categoria "não vai aceitar, em hipótese nenhuma, as decisões impostas de cortes de direitos dos servidores".


Suspensão das suspensões
Os representantes dos trabalhadores pediram durante a audiência que seja revista a decisão pela suspensão das férias dos ecetistas, bem como o fechamento das agências no Brasil, desde as comunidades menores às maiores. Outra sugestão da classe de trabalhadores é a fidelização na prestação de serviços com o governo federal para a logística dos programas e atividades dos órgãos públicos, como alternativa para manutenção da credibilidade da empresa.


Gastos desnecessários
Vale destacar o repasse à União de valores acima dos 25% previstos. Foram R$ 6 bilhões e, agora, o governo federal se recusa a devolver R$ 4 bilhões, alegando não ter condições financeiras. Além disso, do ponto de vista contábil, os Correios falham nos dados do pós-emprego.

Os representantes dos trabalhadores relembraram ainda o destrato de R$ 2,3 bilhões do Banco Postal, com o Banco do Brasil, e os investimento de R$ 300 milhões em patrocínios nas Olimpíadas. Foi destacado, também, o investimento na CorreiosPar, apenas para "cabides de emprego" e gastos constantes com diversas consultorias, sem licitação e sem solução para os problemas dos Correios.


Ao enfrentamento
O secretário-geral da FENTECT enfatizou que é importante deixar claro para a população a vontade dos trabalhadores em prestar, sim, os melhores serviços e reforçou o anúncio do indicativo de greve. "Aos trabalhadores é importante dizer que é preciso acordar porque, se não, vão retirar nossos direitos e não teremos empresa para trabalhar. Vai ter mobilização sim e vamos para o enfrentamento barrar o governo, que quer retirar os nossos direitos. Este é o momento para rebater os ataques e dialogar com a sociedade sobre a situação dos Correios", declarou José Rivaldo.

FENTECT

quinta-feira, janeiro 12, 2017

GACT

GACT DEVERÁ SER INCORPORADA NOS SALÁRIOS DE JANEIRO

Conforme a Cláusula 65 do nosso Acordo Coletivo 2016/2017, está assegurada a incorporação de R$ 50,00 de GACT (Gratificação do Acordo Coletivo de Trabalho), para este mês de Janeiro.
Com a incorporação, serão produzidos reflexos sobre os adicionais, anuênios, funções, gratificações e demais rubricas de caráter pessoal.
No contracheque, a GACT ainda vem com a rubrica positiva nº 51209, que irá "subir" para a primeira rubrica "Salário", produzindo os reflexos citados acima.
Como se sabe, a GIP já foi totalmente incorporada em Agosto passado, restando agora esses R$ 50,00 da GACT para agora.

Nesta questão econômica, ainda teremos 3% de reajuste em Fevereiro/2017, sendo o cálculo realizado em cima da tabela salarial de Agosto/2016, conforme a cláusula 64 do nosso ACT/2016.
PROPOSTA PATRONAL DE COBRANÇA NO PLANO DE SAÚDE

O argumento da crise cai, mais uma vez, como uma bomba no colo dos (as) trabalhadores (as) dos Correios. O que era previsto, porém sempre refutado, foi posto em prática nesta quinta-feira (5) com a apresentação da ECT sobre Custeio para o Plano de Saúde, na Comissão Paritária de Saúde, com os (as) representantes da categoria, após ter adiado inúmeras vezes o tema. Pela proposta de melhoria para o plano de saúde sugerida pelos Correios, os (as) empregados (as) passam a arcar com 50% das despesas totais do plano, uma mensalidade por dependente e um compartilhamento de 10% a 30% das despesas de cada procedimento.
Além do custeio, para os pais e mães dos (as) trabalhadores (as), a ECT propõe a criação de um plano de saúde específico, com custeio com participação decrescente dos Correios, por dez anos. Ou seja, a empresa financia 90% da mensalidade, inicialmente, reduzindo a participação em 10% ao ano, até a integralidade para os (as) empregados (as), após uma década. Ainda para os genitores, haverá mensalidades com coparticipação de 30% e 10% e acesso à rede diferenciada.

INCOERÊNCIA DA ECT
Mais incoerente ainda com a realidade das bases, a tabela apresentada pela ECT demonstra disparidade nas mensalidades, entre os mais baixos aos mais altos salários. Em porcentagem, que ganha mais, continua com mais, pois vai pagar bem menos para o plano de saúde. Ou seja, quem ganha cerca de R$ 20 mil, arca com apenas 10%, já os que têm rendas mensais de até R$ 2.500,00, pagam 30%. Outra ação arbitrária da empresa.
A ameaça vinha sendo denunciada há tempos pelas representações sindicais. Os representantes dos Correios, conforme entendimento da categoria, têm culpado o plano de saúde dos (as) ecetistas pelos problemas financeiros dos Correios. No entanto, vale destacar que, também durante os estudos da Comissão Paritária de Saúde, ficou esclarecido que os gastos com plano de saúde não alcançaram nem ao menos 10% da receita da empresa, e práticas delituosas da gestão da Postal Saúde contribuíram pela escassez nas reservas financeiras da estatal.

NÃO ACEITAREMOS O FIM DO NOSSO MAIOR BENEFICIO.

Agora, um dos melhores benefícios, entre outros que compensam à categoria, que amarga um dos salários mais baixos no Brasil, pode ser enterrado pela própria ECT. Novamente, a empresa lança o prejuízo ao contracheque dos (as) trabalhadores (as) pelo esvaziamento dos cofres dos Correios. Os resultados da má gestão e a repercussão negativa com a sociedade, tanto pelas dificuldades anunciadas no lado financeiro quanto no atendimento direto à população, recaem sobre aqueles que trabalham incansavelmente pelo desenvolvimento e futuro da ECT.
Mesmo sob o descaso da gestão dos Correios, os (as) ecetistas se esforçam pela manutenção da qualidade dos serviços e do atendimento na empresa. São os (as) empregados (as) menos valorizados que batalham de sol a sol e mesmo com toda insegurança, apostando no potencial e na história que preserva o patrimônio, os Correios no Brasil.
 O nosso Acordo Coletivo é bem claro: queremos propostas de MELHORIAS para o nosso plano de saúde que foi sucateado e não somos os culpados pela implantação e má gestão da postal saúde, portanto, não aceitamos de forma alguma ter que custear com esses valores absurdos propostos pela empresa.
           É HORA DE MOBILIZAÇÃO     
      
Os (as) representantes dos (as) trabalhadores (as) dos Correios alertam que a mobilização - constante para a categoria - deve ser intensificada, para que essa proposta seja rejeitada. A comissão paritária tem como objetivo apenas realizar estudos e apresentar propostas que serão debatidas com os (as) trabalhadores (as) das bases, em assembleias. Portanto, é preciso barrar as cobranças que estão para ser impostas e que ferem indiscriminadamente a qualidade de vida de todos (as), e defender o plano de saúde dos (as) ecetistas.

Estaremos convocando assembleia especifica em outro momento para tratarmos exclusivamente do plano de saúde.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Estado do Pará, Sr. Israel Pereira Rodrigues Junior, em uso das suas prerrogativas o que lhe garante o artº 24 do Estatuto Social da entidade sindical, vem através do presente edital, convocar todos os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Estado do Pará, para se fazer presente em assembleia geral da categoria, que ocorrerá no dia 13 de janeiro de 2017, em 1º chamada as 18:00hs,  e em 2º chamada as 18:30hs, no Auditório da entidade sindical SINCORT/PA, sito Passagem São Jorge nº 28- Marambaia, objetivando os seguintes pontos de pauta: 1º Informes Gerais, 2º Tirada de delegados para a 40ª Plenária Nacional, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de janeiro de 2017 em Brasília/DF, 3º REJEIÇÃO na integra da proposta de custeio do plano de saúde apresentado pela ECT.

Belém/PA, 11 de janeiro de 2017.


ISRAEL PEREIRA RODRIGUES JUNIOR

Presidente SINCORT/PA 

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Justiça determina restabelecimento do abono pecuniário e pagamento das diferenças salariais pela ECT


No dia 30 de novembro, na 2ª Vara do Trabalho de Brasília, foi realizada audiência referente ao processo nº 0000847-30.2016.5.10.0002, pela anulação da alteração no cálculo do abono pecuniário de férias dos (as) trabalhadores (as) dos Correios e pela condenação da ECT, para que pague as diferenças salariais ocorridas com a decisão. A Justiça julgou procedente o pedido e a empresa terá que restabelecer o benefício aos (as) empregados (as) substituídos (as) e contratados (as) até o dia 31 e maio deste ano, conforme o artigo 143 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Com isso, os (as) ecetistas que foram admitidos (as) até a referente data voltam a se beneficiar do abono pecuniário, acrescido da gratificação de férias no percentual fixado pela norma coletiva vigente. No entanto, a sentença não fala em tutela provisória. Logo, deixou em aberto o prazo para cumprimento imediato da decisão.
Por isso, o jurídico da FENTECT vai entrar com recurso na mesma vara, para reavaliação e para que a tutela seja concedida, afim de que a ECT pare imediatamente de adotar a nova metodologia de cálculo do abono de férias. É necessário aguardar o julgamento final para que sejam realizados os pagamentos das diferenças.

Mudança abusiva

A ECT lançou o Memorando Circular 2316/2016-GPAR/CEGEP, no dia 27 de maio de 2016, alegando que o abono seria pago de maneira diferenciada a partir do dia 01 de junho, baseado em novo entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o benefício. Porém, o abono é estabelecido no Manual de Pessoal da ECT (Manpes) e previsto no ACT - Cláusula 59 -, pelo qual, é concedido o direito de venda de 10 dias das férias. Acrescido a esse valor, a empresa deve pagar mais 70%.
A sentença do mês de novembro ressalta ainda que, de acordo com a Súmula 51 do TST, o novo cálculo do abono de férias poderá ser aplicado aos (as) trabalhadores (as) que entrarem no quadro da ECT a partir do dia 01 de junho deste ano.

Fonte: FENTECT


VALE CULTURA


Empresa Ticket vence licitação e trabalhadores receberão novos cartões do vale cultura
6 de Dezembro de 2016 às 20:28


Os (as) trabalhadores (as) dos Correios que estavam sem receber os créditos do vale cultura receberão novos cartões da empresa Ticket, vencedora da licitação para escolha da nova fornecedora – a empresa ALELO cancelou contrato com a ECT, sem interesse pela renovação. O benefício havia sido suspenso no mês de outubro, nos Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo – interior e metropolitana -, Tocantins e a Administração Central.
Ao receber o novo cartão, o (a) ecetista deverá assinar os documentos comprobatórios e encaminhá-los imediatamente para a Seção de Benefícios, da Gerência de Recursos Humanos (Gerec). Os créditos estarão disponíveis nos dias 28, 29 e 30 de dezembro, referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro deste ano.
Na época da suspensão, a FENTECT entrou em contato com a ECT para que o pagamento fosse realizado em espécie. No entanto, a empresa negou o pedido alegando ser vedada a reversão do valor do benefício em dinheiro. O jurídico da federação seguiu analisando o caso e revendo a possibilidade de recorrer na Justiça para não haver prejuízo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A licitação estava prevista para janeiro de 2017.


Fonte: FENTECT/6 de Dezembro de 2016 às 20:286 de Dezembro de 2016 às 20:28