Powered By Blogger

Páginas

sábado, setembro 24, 2011

Correios só negociam com fim da greve

 Os Trabalhadores, porém, prometem intensificar paralisação por um reajuste salarial maior que a estatal oferece
Empresa suspende por prazo indeterminado entregas com horário programado, como o Sedex 10 e o Sedex Hoje. Os Correios retiraram a sua proposta de reajuste salarial e afirmaram que só voltam a negociar com os grevistas após o retorno ao trabalho.

Para o secretário-geral da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), José Rivaldo da Silva, a decisão joga “mais gasolina” ao movimento.
“Vamos massificar a greve e fazer com que eles [direção dos Correios] voltem a dialogar com a gente”, afirmou.
Segundo a Fentect, todos os sindicatos aderiram ao movimento. Dos 45 mil carteiros na ativa, 70% estão parados, disse. Somente na cidade de São Paulo há 10 mil entregadores de cartas. Diferentemente da estimativa dos sindicatos que representam a categoria, a empresa afirmou que somente um terço dos funcionários aderiu à paralisação iniciada ontem em todo o país.

A maior parte dos grevistas são carteiros, o que comprometeu as entregas -18 mil pararam em todos os Estados, segundo os Correios. A empresa suspendeu por tempo indeterminado os serviços com horário programado: o Sedex 10, o Sedex Hoje e o Disque Coleta. No primeiro dia de greve, 17% da carga total atrasou. São entregues diariamente 35 milhões de objetos pelos Correios.
“Pedimos a compreensão da população”, disse o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira. Ele afirmou que o plano de contingência da empresa vai priorizar correspondências com prazos, como as faturas.
“LIMITE”

Atualmente trabalham nos Correios cerca de 110 mil pessoas em todos os Estados -o quadro que atua no dia a dia é um pouco menor, por causa de férias e licenças. Só de carteiros, há cerca de 45 mil. A diretoria dos Correios afirmou que a última proposta foi no “limite” da sua capacidade orçamentária.

Até a sexta-feira passada, a empresa ofereceu um abono imediato de R$ 800 e um reajuste salarial de 6,87% (a inflação de 12 meses até julho, o mês-base para o cálculo) e mais um acréscimo linear de R$ 50 por mês a partir de janeiro. O valerefeição passaria de R$ 23 para R$ 25. A proposta foi recusada.

Os trabalhadores querem aumento linear de R$ 400 a partir de janeiro, reposição de 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas desde 1994. O salário-piso é de R$ 807. O presidente dos Correios afirmou que vai descontar a falta dos grevistas durante a paralisação e que existe a possibilidade de ação judicial contra o movimento. 

Além da questão salarial, os grevistas se queixaram da falta de funcionários, o que sobrecarrega as empresas. A empresa disse que esse problema está sendo amenizado com novas contratações. No mês passado, 2.000 começaram a atuar em funções administrativas. Os Correios afirmaram que 6.000 carteiros serão incorporados até o mês que vem.

“Esperamos que a direção dos Correios resolva esse impasse”, disse o advogado das agências franqueadas, Marco Aurélio

FOLHA DE S. PAULO - SP

sexta-feira, setembro 23, 2011

FENTECT responde a declarações do Ministro da Comunicaçõ​es e do Presidente da ECT...

Nota sobre a Greve dos Correios

A campanha salarial dos trabalhadores dos Correios teve início no dia 12 de julho, quando a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos – FENTECT protocolou a Pauta Nacional de Reivindicações na ECT. Foram mais de 60 dias de diálogo, tempo suficiente para que a direção da empresa apresentasse uma proposta condizente com a realidade da categoria.

Hoje a ECT é a estatal que paga os piores salários, seja para os cargos de nível básico, técnico ou mesmo superior. Em conjunto com os baixos salários, a categoria tem sofrido com a falta de funcionários. Desde 2009 a ECT não realiza contratações. Essas duas situações permitiram que, mesmo com esta realidade adversa aos trabalhadores, os Correios conseguisse altos índices de produtividade e lucratividade.

Porém, da mesma forma que o lucro e a produtividade cresceram, a quantidade de trabalhadores afastados por doenças do trabalho, conseqüência do excesso de serviço, também cresceu. Conseqüentemente a qualidade do serviço foi afetada e, em nenhum momento a direção dos Correios dialogou com os trabalhadores ou população no sentido de esclarecer os motivos da queda na qualidade da prestação dos serviços postais.

A FENTECT sempre esteve disposta a negociar, mas também exige respeito aos trabalhadores. Houve tempo suficiente para a direção da ECT apresentar uma proposta que contemplasse a categoria. Os trabalhadores não vão mais aceitar o discurso de que as negociações só irão retornar com a volta ao trabalho. A categoria acreditou nessa história uma vez e o concurso que estava previsto para dezembro de 2009 só está sendo concretizado quase 2 anos depois. Queremos negociações imediatas.

Os trabalhadores que estão em greve ficaram revoltados com as declarações do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e do presidente da ECT, Wagner Pinheiro. A categoria exige mais respeito, pois cada um que está na greve busca uma vida digna e honesta. Grevista não está de férias, está lutando por seus direitos. Estranho é verificar que, tanto Paulo Bernardo quanto Wagner Pinheiro, fizeram suas carreiras políticas realizando greves, e agora resolvem fazer um julgamento tão equivocado sobre os trabalhadores grevistas.
Diante do exposto, o posicionamento da FENTECT neste momento é pela continuidade e fortalecimento da nossa GREVE por entender que ela é nosso maior poder de negociação.

José Rivaldo da Silva
Secretário Geral FENTECT

Comando Nacional de Negociação e Mobilização 2011. INFORME – 030, Brasília, 23 de setembro de 2011.


Companheiros(as), considerando que o movimento paredista continua forte e crescente em todo o país, ao passo que a intransigência da ECT, na insistência e repetição da proposta já rejeitada pela categoria nas assembléias de 13/09/2011 e ameaçando os trabalhadores com corte dos dias parados, o Comando Nacional de Negociações e Mobilização orienta pela continuidade do movimento paredista e repudia a postura dos dirigentes da empresa que rejeitaram a contraproposta dos trabalhadores(as) antes mesmo que essa fosse apresentada e protocolada oficialmente por este comando. Tal atitude mostra, além da intransigência, o desrespeito e uma postura antisindical por parte da ECT para com este comando e
movimento sindical de Correios.

No dia de hoje estaremos protocolando nossa contraproposta, referendada pelas assembléias realizadas no dia de ontem, junto à direção da empresa. Na oportunidade, reiteraremos nossa disponibilidade em retomar as negociações com a ECT.
Informamos ainda, que os bancários aprovaram em suas assembléias paralisação nacional a partir de terça-feira, 27/09. Neste sentido ressaltamos a importância do fortalecimento da nossa greve.

“Por um Correios público e de qualidade. Fim da exploração. Não à privatização”.

quinta-feira, setembro 22, 2011

GIRO DA GREVE - CASTANHAL

OS VALOROSOS COMPANHEIROS DE CASTANHAL ESTÃO FIRMES EM NOSSO MOVIMENTO, E MARCARÃO PRESENÇA EM NOSSA PASSEATA AMANHÃ 23/09/11.

 Em castanhal a adesão dos atendentes também foi muito forte, apenas um deles não aderiu ao nosso movimento, mas todos os outros estão unidos com os carteiros  em prol de melhorias salarias, condições de trabalho e segurança para todos trabalhadores.

Segue algumas fotos de nossos companheiros:




Nossa companheira IVETE, diretora do SINCORT, esclarecendo a população sobre o real motivo de nossa paralização.









Comando Nacional de Negociação e Mobilização 2011. INFORME – 029, Brasília, 22 de setembro de 2011.

Companheiros(as), o Comando Nacional de Negociações e Mobilização encaminha e ao mesmo tempo orienta a todos os sindicatos a referendarem uma contraproposta nas assembléias para que possamos ter autonomia de apresentá-la à ECT.

Entendemos que a nossa greve não está gerando nenhum avanço nas negociações. A empresa, através da imprensa, tem divulgado que aguarda uma contraproposta deste comando. Sendo assim, considerando que a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores(as), aprovada no XXX CONREP e referendada nas assembléias não pode ser modificada sem a aprovação dos trabalhadores(as) em suas respectivas assembléias, este comando seguirá as normas do estatuto da nossa Federação, e só apresentará a contraproposta à ECT, caso tenha aprovação de 50% + 1, no mínimo, dos 35 sindicatos filiados à FENTECT. Esta é uma forma de demonstrar que não somos intransigentes e que, ao contrário da ECT, queremos negociar.

Com este objetivo, o Comando Nacional de Negociações e Mobilização orienta as assembléias a aprovarem a seguinte contraproposta:
Reposição da inflação de 7.16%, calculados pelo IPCA;
Reposição das perdas salariais de 24.76%, de 1994 à 2010;
Piso salarial de R$ 1.635,00;
Aumento linear de R$ 200,00;
Vale alimentação/refeição de R$ 28,00;
Vale-cesta de R$ 200,00
Vale extra em Dezembro/2011 no valor de R$ 750,00;
Portaria para Motociclista e Motorizado no valor de R$ 500,00;
Diferencial de Mercado para todos os trabalhadores(as) no valor de R$ 180,00;
Auxílio creche para todos os trabalhadores(as), até o sétimo ano de vida de seus filhos e, após essa idade, ser transformado em auxílio educação no valor de R$ 500,00;
AADC para todos os Motoristas;
Não contratação de mão de obra terceirizada;
Contratação imediata dos concursados;
Não desconto dos dias parados em decorrência da greve;
Abono dos dias de paralisações ocorridas nos estados: Rio Grande do Sul, em 10/08/2011, e Piauí, em 31/08/2011.

Obs.: Permanecem as demais reivindicações constantes da Pauta Nacional de Reivindicações aprovada no XXX CONREP e referendada nas assembléias. Pedimos a todos os sindicatos que orientem suas respectivas bases no sentido de referendarem hoje em suas assembléias a presente proposta e encaminhem a deliberação ainda hoje através do e-mail da FENTECT.
 
Este comando, além de solicitar a autorização das assembléias para apresentar esta contraproposta à empresa, reitera a mobilização para nossa grande passeata a ser realizada no dia 23/09 (sexta-feira), às 16h, por todos os 35 sindicatos filiados a FENTECT. Vamos mostrar nossa força e denunciarmos o descaso e a intransigência do Governo e da ECT.
Comando Nacional de Negociações e Mobilização dos trabalhadores(as) orienta a todos os sindicatos a aprovarem também nas assembléias a continuidade da greve, por tempo indeterminado, pois só desta forma conseguiremos a nossa vitória.

“Por um Correios público e de qualidade. Fim da exploração. Não à
privatização”.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Greve continua forte

Sindicato de Uberaba e ADECAP aderem ao movimento e fortalecem greve. Desesperada, direção da empresa mente que greve enfraqueceu.

Desesperados com a força que o nosso movimento tem ganhado, o Governo Dilma (PT) e a direção da empresa apela para uma manobra ridícula.  Eles andam por aí dizendo, noticiando para a imprensa e em informativos internos da empresa, que a greve enfraqueceu ou acabou.

MENTIRA! Ao contrário do que a direção da ECT noticia, a greve dos trabalhadores dos Correios continua FORTE. E a nossa luta se fortalece mais a cada dia. O sindicato de Uberaba, o único, dentre os 35, que não havia aderido ao movimento grevista, decidiu paralisar as atividades. 

A Associação dos Profissionais dos Correios (ADECAP), composta pelos técnicos, o pessoal de nível superior e o pessoal da área administrativa dos Correios, também aderiram a greve e lançaram o movimento “SOMOS CORREIOS”.  De acordo com informe da associação, nacionalmente, 40% dos associados estão paralisados. “É a resposta dos empregados ao processo de desprofissionalização da ECT e da discriminação com propostas de reajustes com percentuais diferenciados”, declara a diretoria executiva da ADECAP.

As princi-pais reivindicações dos trabalhadores dos Correios são a reposição da inflação de 7,16%; R$ 400 reais de aumento real; reposição das perdas de 24,87%, referente ao período de 1994 a 2010. Já a empresa ofereceu apenas 6,87% referente à inflação; e só R$ 50 reais de aumento real a ser pago em janeiro de 2012. A categoria rejeitou essa proposta rebaixada da empresa nas assembleias do dia 13 de setembro, quando foi decretado a greve nacional.

A greve é a última das conseqüências, quando a empresa se recusa a abrir a mesa de negociação. Agora o governo e a direção da empresa dizem que só lançam uma proposta se a greve parar. A categoria diz não. Sabemos o peso que é construir uma greve nacional e que o movimento paredista é o principal instrumento de força temos nas negociações. Portanto a greve só acontece por falta de vontade política do presidente da ECT, Wagner Pinheiro, sob a orientação da presidente Dilma Rousseff (PT).

O governo diz que não pode dar um aumento maior devido à crise econômica, porém, segundo dados alardeados na imprensa, a ECT lucrou R$ 499,65 milhões só no primeiro semestre de 2011, o que corresponde a um aumento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além disso, a categoria também trava uma luta justa contra a privatização dos Correios. A Medida Provisória 532 vai privatizar a Empresa de Correios e Telégrafos, uma das mais importantes estatais do país, piorar os serviços prestados e precarizar as relações de trabalho. A nossa luta é o único meio capaz de barrar a privatização e melhorar nossas condições de trabalho.
 
Fonte: Sintect Pi

terça-feira, setembro 20, 2011

AMEAÇA DE DESCONTO DOS DIAS PARADOS

Os trabalhadores confirmam:
A GREVE
CONTINUA


Mais uma vez a ect mostra seu desreipeito com seus colaboradores, pois as velhas praticas dos anos 90 estão de volta.

A greve completa uma semana e continua cada vez mais forte. Um exemplo que mostra a força da greve e da união dos trabalhadores é que a direção dos Correios está desesperada e começando a fazer ameaças. A categoria já mostrou, em governos truculentos, que não tem medo de ameaças e vai lutar por seus direitos.
 
Se a atual direção da empresa está buscando inspiração nos ditadores que comandaram a ECT nos anos 90, os trabalhadores também aprenderam que a luta por melhores remunerações e condições de trabalho é importante e que não serão ameaças que vão fazer desistir da luta.
 
Agora é o momento de toda a categoria estar unida, independente do cargo. Essa campanha salarial é o momento de mostrar o descontentamento que existe com os baixos salários, a ausência de contratações e a sobrecarga de trabalho. Se a categoria não mantiver a união, demonstrada até o momento, vamos sofrer mais um ano inteiro. Por isso é importante manter a greve e ainda convencer aqueles que ainda não estão parados a estar junto nessa luta.

A LEI DE GREVE, NO SEU ARTIGO 17º NO PARAGRAFO ÚNICO, NOS GARANTE QUE A TENTATIVA DE INTIMIDAÇÃO DE DESCONTO DOS DIAS PARADOS ENQUANTO A GREVE DURAR É CONTRA A LEI, OU SEJA, A ECT ESTARÁ DESCUMPRINDO A LEI DE GREVE.
Veja abaixo a texto citado.

Art. 17. Fica vedada a paralisação das atividades, por iniciativa do empregador, com o objetivo de frustrar negociação ou dificultar o atendimento de reivindicações dos respectivos empregados (lockout). Citado por 35

Parágrafo único. A prática referida no caput assegura aos trabalhadores o direito à percepção dos salários durante o período de paralisação. Citado por 8


Veja na postagem anterior a lei em sua totalidade.

LEI DE GREVE


DIREITOS DOS TRABALHADORES
LEI N. 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989

Dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.

O Presidente da República: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Artigo 1º - É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
Parágrafo único - O direito de greve será exercido na forma estabelecida nesta Lei.

Artigo 2º - Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador.

Artigo 3º - Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral, é facultada a cessação coletiva do trabalho.
Parágrafo único - A entidade patronal correspondente ou os empregadores diretamente interessados serão notificados, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, da paralisação.

Artigo 4º - Caberá à entidade sindical correspondente convocar, na forma do seu estatuto, assembléia geral que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços.
§ 1º - O estatuto da entidade sindical deverá prever as formalidades de convocação e o quorum para a deliberação, tanto da deflagração quanto da cessação da greve.
§ 2º - Na falta de entidade sindical, a assembléia geral dos trabalhadores interessados deliberará para os fins previstos no caput, constituindo comissão de negociação.

Artigo 5º - A entidade sindical ou comissão especialmente eleita representará os interesses dos trabalhadores nas negociações ou na Justiça do Trabalho.

Artigo 6º - São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:
I - o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve;
II - a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.
§ 1º - Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem.
§ 2º - É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.
§ 3º - As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. 

Artigo 7º - Observadas as condições previstas nesta Lei, a participação em greve suspende o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho.
Parágrafo único - É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos, exceto na ocorrência das hipóteses previstas nos artigos 9º e 14º.

Artigo 8º - A Justiça do Trabalho, por iniciativa de qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho, decidirá sobre a procedência, total ou parcial, ou improcedência das reivindicações, cumprindo ao Tribunal publicar, de imediato, o competente acórdão.

Artigo 9º - Durante a greve, o sindicato ou a comissão de negociação, mediante acordo com a entidade patronal ou diretamente com o empregador, manterá em atividade equipes de empregados com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento.
Parágrafo único - Não havendo acordo, é assegurado ao empregador, enquanto perdurar a greve, o direito de contratar diretamente os serviços necessários a que se refere este artigo.

Artigo 10 - São considerados serviços ou atividades essenciais:
I - tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis;
II - assistência médica e hospitalar;
III - distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos;
IV - funerários;
V - transporte coletivo;
VI - captação e tratamento de esgoto e lixo;
VII - telecomunicações;
VIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e mate-riais nucleares;
IX - processamento de dados ligados a serviços essenciais;
X - controle de tráfego aéreo;
XI - compensação bancária.

Artigo 11 - Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
Parágrafo único - São necessidades inadiáveis, da comunidade aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.

Artigo 12 - No caso de inobservância do disposto no artigo anterior, o Poder Público assegurará a prestação dos serviços indispensáveis.

Artigo 13 - Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação.

Artigo 14 - Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho.
Parágrafo único - Na vigência de acordo, convenção ou sentença normativa não constitui abuso do exercício do direito de greve a paralisação que:
I - tenha por objetivo exigir o cumprimento de cláusula ou condição;
II - seja motivada pela superveniência de fatos novo ou acontecimento imprevisto que modifique substancialmente a relação de trabalho.

Artigo 15 - A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no curso da greve, será apurada, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal.
Parágrafo único - Deverá o Ministério Público, de ofício, requisitar a abertura do competente inquérito e oferecer denúncia quando houver indício da prática de delito.

Artigo 16 - Para os fins previstos no artigo 37, inciso VII, da Constituição, lei complementar definirá os termos e os limites em que o direito de greve poderá ser exercido.

Artigo 17 - Fica vedada a paralisação das atividades, por iniciativa do empregador, com o objetivo de frustrar negociação ou dificultar o atendimento de reivindicações dos respectivos empregados lockout.
Parágrafo único - A prática referida no caput assegura aos trabalhadores o direito à percepção dos salários durante o período de paralisação.

Artigo 18 - Ficam revogados a Lei n. 4.330, de 1º de junho de 1964, o Decreto-Lei n. 1.632, de 4 de agosto de 1978, e demais disposições em contrário.

Artigo 19 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília, 28 de junho de 1989; 168º da Independência e 101º da República.
JOSÉ SARNEY
Oscar Dias Corrêa
Dorothea Werneck

GIRO DA GREVE - TUCURUÍ

Os trabalhadores ecetistas de Tucuruí estão firmes em nossa greve, e estão contando com todo apoio do SINCORT-PA para que continuem esta mobilização que deixa bem claro a união dos trabalhadores em nosso estado.


É ISSO MESMO COMPANHEIROS DE TUCURUÍ, VAMOS PERMANECER FIRMES E UNIDOS EM PROL DE MELHORIAS SALARIAIS E CONDIÇÃO DE TRABALHO PARA TODOS OS TRABALHADORES DE NOSSA EMPRESA.

Abaixo, algumas das fotos de nossos companheiros de Tucuruí.



Companheiros, enviem suas fotos de greve para o SINCORT-PA, para que possamos estar publicando em nosso blog. 

UM GRANDEABRAÇO A TODOS OS COMPANHEIROS DE TUCURUÍ E ATÉ A VITÓRIA.

Comando Nacional de Negociação e Mobilização 2011. INFORME – 028, Brasília, 20 de setembro de 2011.


Companheiros(as), o Comando Nacional de Negociações e Mobilização reitera a importância da mobilização de todos(as) os companheiros(as) neste movimento paredista. 

Lembramos que, nenhuma das conquistas obtidas até hoje foram alcançadas sem greve, com ameaças de desconto dos dias parados, férias, vale Alimentação/Refeição, e outras, a exemplo da greve de 21 dias ocorrida em 2008, a qual nos levou à vitória dos 30% aos carteiros; AADC para os Motoristas; Adicional de OTT; e AAG aos Atendentes Comerciais.

Mesmo com as constantes ameaças quanto à legalidade da greve, a FENTECT, através de seu Comando Nacional de Negociações e Mobilização, está embasada judicialmente no cumprimento do dispositivo da lei de greve. Orientamos a todos os Sindicatos a aprovarem em suas assembléias Moção de Repúdio contra o Ministro das Comunicações, Sr. Paulo Bernardo, contra os Dirigentes da ECT, principalmente a pessoa do Sr. Presidente, Wagner Pinheiro, e o Vice-Presidente Larry Manoel Medeiros de Almeida, que estão ameaçando os trabalhadores(as) na tentativa de intimidá-los em pleno exercício de seu direito constitucional, a greve.

Acreditávamos que estes senhores, por serem de esquerda, ao assumirem a gestão da ECT, teriam uma postura diferente de outros dirigentes que passaram pela nossa empresa. Porém, estão utilizando os mesmos mecanismos utilizados em gestões anteriores.

Este Comando informa ainda, que o nosso movimento de greve, em nível nacional, está muito forte. Estamos com os 26 Estados da Federação em greve, além do Distrito Federal, totalizando assim 34 sindicatos, restando apenas Uberaba a aderir ao nosso movimento, o aprovou sua paralisação a partir de amanha, 21/09.

Orientamos os 35 Sindicatos filiados à FENTECT a fazerem uma passeata unificada na próxima sexta-feira, 23/09, às 16h, mesmo que alguns sindicatos já tenham feito. Precisamos de uma repercussão nacional, parando o país com um ato dessa grandeza.

domingo, setembro 18, 2011

GIRO DA GREVE - NOTÍCIAS NACIONAIS

Para empresa, adesão é de 30% do total de funcionários; cálculo da categoria é de 75% A greve nos Correios avançou o segundo dia sem nenhuma possibilidade de acordo entre a empresa e os representantes dos funcionários. Além de atrasos na entrega, algumas agências fecharam e deixaram de prestar serviços ao público.

Um balanço dos Correios apontou que 28 milhões de objetos deixaram de ser entregues ou estão trasados-o que representa 40% dos 70 milhões previstos nesses dois dias de paralisação. Permaneceram suspensos os serviços com horário programado de entrega, como o Sedex Hoje, Sedex 10 e Disque-Coleta.

A empresa estima que a adesão não aumentou e permanece em torno de 30% dos 110 mil funcionários em todo o país. O número, no entanto, contrasta com o da federação que representa a categoria, que calcula em torno de 75% os funcionários fora de serviço. O atraso nas entrega não foi o único problema. A reportagem da Folha entrou em contato com agências de Brasília e constatou que algumas delas estavam fechadas nesse segundo dia de greve.

FOLHA DE S. PAULO - SP

sábado, setembro 17, 2011

O PARÁ ESTÁ PARADO


EM UMA ASSEMBLÉIA COM QUASE QUATROCENTAS PESSOAS OS FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS DOS ESTADOS DO PARÁ E AMAPÁ DECIDIRAM POR PARALIZAR SUAS ATIVIDADES POR TEMPO INDETERMINADO.

CARTA ABERTA

Caros amigos, no último dia 14 de setembro de 2011, os Trabalhadores dos Correios reunidos em assembleia geral decidiram paralisar suas atividades por tempo indeterminado, isso infelizmente, afeta profundamente a população em geral pois os serviços de atendimento e distribuição estão praticamente parados.
Lamentamos profundamente o transtorno causado a sociedade, mais foi a única alternativa que nos restou. Procuramos dialogar com o Governo Federal por mais de quarenta dias para evitarmos a greve porém nenhuma proposta salarial viável que contemplasse os trabalhadores foi apresentada para a categoria, o Governo alega que precisa apertar o cinto devido a CRISE ECONÔMICA INTERNACIONAL porém os Correios apresentaram um lucro recorde de quase R$ 600 milhões de reais só no primeiro semestre, desta forma é viável que os Correios apresentem uma proposta decente para seus mais de 1oo mil trabalhadores.
Além do mais o Governo aprovou no Congresso Nacional a Medida Provisória 532 que reestrutura os Correios, propiciando a criação de subsidiárias e consequentemente a terceirização dos serviços, precarisando assim a qualidade no serviço prestado a população que, apesar da sobrecarga de trabalho e da falta de funcionários é executada com excelência por seus trabalhadores.
Nossas reivindicações, portanto, vão no sentido de melhorarmos nossas condições salariais, de trabalho por fim melhorar nossas condições de vida e propiciar a nossas famílias condições dignas como uma boa escola para nossos filhos, o sonho da casa própria etc.
Isso posto, esperamos contar com a compreensão e o carinho que sempre tivemos da população, que sempre nos recebeu e tratou muito bem.   

Belém, Pará 16 de setembro de 2011

Paulo André Nogueira da Silva
Presidente SINCORT/PA/AP

Comando Nacional de Negociação e Mobilização 2011. INFORME – 027, Brasília, 16 de setembro de 2011.

Companheiros(as), o Comando Nacional de Negociações e Mobilização informa que a greve continua forte em todos os estados, com adesão crescendo a cada dia, inclusive o setor de tecnologia e parte do administrativo do edifício sede, em Brasília, parou na manhã de hoje, aderindo ao movimento grevista, insatisfeitos com a intransigência da ECT.

Lamentavelmente, o SINTECT/URA ainda não aderiu à greve, irá fazer assembléia no final do dia de hoje. Neste sentido, reiteramos a solicitação feita aos companheiros(as) no dia de ontem, através do informe 026, de aderirem, o mais breve possível, ao nosso movimento grevista, não ficando assim na contramão da história.

Este Comando parabeniza a todos os trabalhadores(as) que, prontamente atenderam nosso chamado e orienta a todas as assembléias a se realizarem no dia de hoje a votar a continuidade da greve.

Não haverá recuo por parte deste comando até que nossas reivindicações sejam atendidas. Mais uma vez, conclamamos aos trabalhadores(as) que ainda não aderiram à greve a fazê-lo imediatamente, para que juntos alcancemos a vitória.

“Por um Correios público e de qualidade. Fim da exploração. Não à privatização”