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segunda-feira, junho 26, 2017

Participantes do Postalis não aceitam mais um golpe


Após diversas denúncias sobre os maus investimentos, a má administração do patrimônio e várias operações da Polícia Federal, o Postalis perdeu credibilidade entre os participantes, principalmente agora que eles terão que arcar com o rombo do fundo de pensão. Mesmo com a contrariedade dos conselheiros eleitos, a contribuição extraordinária foi aprovada, com o voto minerva do Postalis. Para os participantes do antigo plano, o BD, os ativos arcam com uma contribuição de quase 18%, e a situação é gritante para os aposentados, que perdem 30% do benefício.

Para resgatar o patrimônio e a credibilidade do instituto, as representações dos trabalhadores e os conselheiros eleitos têm lutado para colocar tudo nos trilhos e salvaguardar o direito dos participantes de ter uma aposentadoria garantida.

Entre as medidas alcançadas estão as alterações no estatuto da entidade, que garante a atuação dos participantes na diretoria dos Postalis e, dessa maneira, põe fim às indicações políticas. Antes, todas dos Correios, o que não proporcionava uma gestão compartilhada.

Além das medidas a fim de fechar a sangria nos gastos, recentemente, a FENTECT foi representada pelo secretário geral, José Rivaldo da Silva, em Washington (EUA), para cobrar providências contra o Banco BNY Mellon, um dos responsáveis pelas perdas no Postalis, entre outras ações políticas, administrativas e judiciais, para manter a lisura e a saúde financeira do fundo de pensão.

Anulação da eleição
Apesar da abertura do pleito para renovação dos quadros, há algumas semanas, os participantes e candidatos tiveram a surpresa da anulação do processo. Logo, fica a pergunta: “a quem interessa anular a eleição e onde fica o respeito aos participantes?”

Não bastasse a confusão, a representação do Postalis comunicou que as senhas não serão enviadas impressas aos participantes, somente via SMS - mensagem por celular. A FENTECT protestou, pois isso prejudica o andamento da votação. Cabe destacar que grande parte dos participantes não está motivada. Fato constatado pela baixa adesão nas votações anteriores. Essas alterações inviabilizam ainda mais o sucesso do pleito.

Com a sobrecarga de trabalho, muitos não têm sequer tempo disponível ou computadores acessíveis para fazer o cadastramento junto ao Postalis e, assim, exercer o direito de votar. Além disso, conforme estudo divulgado pela revista britânica The Economist (2017), uma parcela de 70,5 milhões de brasileiros ainda não tem acesso ao mundo virtual. Inclusive, é antiga a solicitação para que as eleições sejam realizadas em cada unidade de Correios, a fim de obter maior participação e lisura do pleito, já que a votação eletrônica tem recebido críticas.

Destaca-se que a categoria defende a empresa de Correios pública, de qualidade e sustentável. Também, com o cancelamento do envio de senhas impressas pela própria estatal, o Postalis, entidade extremamente ligada aos Correios, boicota o serviço postal brasileiro. Dessa maneira, a FENTECT reafirma a necessidade do envio das senhas impressas aos participantes pela empresa, para facilitar a participação no processo. Aos participantes, fica a orientação para que acompanhem a eleição e não aceitem a supressão dos direitos.

Trabalho em conjunto auxilia o debate sobre a segurança dos ecetistas


A segurança dos trabalhadores é constante nas pautas de debate entre a empresa e as entidades representativas da categoria ecetista. A FENTECT, em todas as campanhas salariais, por exemplo, pede insistentemente, para o Acordo Coletivo de Trabalho, por itens importantes a fim de zelar pela vida dos empregados e dos clientes, como portas giratórias, câmeras e vigilância nas agências. Instrumentos que podem dificultar a chegada da violência ao ambiente de trabalho e atendimento nos Correios.
Para maior eficácia das atividades da federação, é importante, no entanto, contar com o apoio e a participação da comunidade, em todo o País, e dos próprios trabalhadores da ECT. É preciso que os respectivos sindicatos sejam informados quanto aos casos de violência sofridos durante os serviços, para que, posteriormente, realizem o levantamento dos dados e informem, também, a FENTECT. Dessa maneira, a federação poderá prosseguir com ações judiciais e políticas, com ainda mais embasamento.

Com o subsídio dos estados e das representatividades, é possível traçar novas estratégias e rebater o discurso da empresa sobre a Matriz de Priorização de Recursos de Segurança, que lança muitos postos no Brasil como de baixa vulnerabilidade, descartando casos passados de assaltos e até mesmo homicídio nas agências. Sem contar o risco da violência que os ecetistas também sofrem nas ruas.

Outro argumento da ECT é a falta de recursos, ao citar o déficit nos Correios, para investir na segurança dos trabalhadores. Por isso a campanha salarial deste ano promete ser ainda mais dura, já que a empresa insiste em retirar direitos da categoria.

Em alguns estados, os sindicatos filiados à FENTECT já estão em atividades para esclarecer os clientes, inclusive colhendo assinaturas para entrar com ações contra arbitrariedades da empresa, parcerias com outras categorias e análises de riscos das agências.

A FENTECT pede aos sindicatos filiados que enviem, com urgência, dados sobre assaltos e outros crimes nas agências e contra os trabalhadores, nas respectivas regiões. Além disso, a federação sugere que todos promovam mobilizações nos estados, para munir de informações os reais interessados em manter a qualidade nos Correios. 

FENTECT

Nova frente em defesa dos Correios reúne trabalhadores e parlamentares do Rio Grande do Sul


Resultado da audiência pública realizada no Rio Grande do Sul, de iniciativa da deputada federal Maria do Rosário (PT), no dia 9 de junho, foi protocolado, nessa terça-feira (13), o requerimento do deputado estadual Adão Villaverde (PT), para a criação da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa dos Correios Público. A FENTECT também participou da audiência, representada pelo secretário geral José Rivaldo da Silva, que alertou a categoria sobre a importância da luta pela manutenção dos empregos e dos direitos que a ECT tem tentado retirar.
Por isso, 24 parlamentares assinaram o requerimento e farão parte da frente. Há o entendimento dos Correios como empresa de qualidade e interesse para o público. A estatal é responsável por um direito previsto na Constituição a todos os cidadãos brasileiros, que é o de acesso à comunicação e a segurança dessa. Para o deputado, que presidirá a comissão, os Correios têm o papel de assegurar ao povo acesso a serviços postais básicos, como recebimento e envio de cartas, telegramas e encomendas, além das transações bancárias.

O trabalho será articulado entre as duas frentes, a gaúcha e a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios do Congresso Nacional, com a FENTECT, câmaras de vereadores e a sociedade como um todo, a fim de defender a estatal como 100% pública.

De acordo com o documento do deputado Villaverde, “a capilaridade dos Correios é um dos fatores principais de sua relevância social, contribuindo para a integração nacional”, reforçando a afirmação de que a estatal é a única presente em quase todos os municípios do Brasil. Agora, com visão apenas na lucratividade, a direção da empresa desvia do caráter social e começa a prejudicar a população com fechamento de agências, por exemplo.

A FENTECT está na luta e continua acompanhando as audiências e encontros com a sociedade e os órgãos públicos, na busca por apoio e para que cessem as ameaças da ECT. A federação manterá toda categoria informada e conta com a soma dos trabalhadores no debate contra a privatização dos Correios e a favor do patrimônio nacional. É importante prosseguir com as visitas às câmaras legislativas e aos agentes públicos, para apresentar a realidade dos trabalhadores, constantemente assediados pela direção da empresa.

FENTECT

Secretaria da Mulher lança pauta construída em encontro nacional


A Secretaria da Mulher da FENTECT está com a pauta de reivindicações pronta para o 34º Conselho de Representantes da federação (Conrep), que será realizado entre os dias 12 e 15 de julho, em Brasília. As propostas e encaminhamentos foram construídos no XX Encontro Nacional de Mulheres, em Salvador, nos dias 19, 20 e 21 de maio. Os temas debatidos no evento abordaram a realidade das ecetistas no meio de trabalho e na sociedade, com foco nas Reformas Trabalhista e Previdenciária do governo de Michel Temer, ainda, na reestruturação dos Correios. Ao todo, 140 mulheres comparecem e demonstraram desejo pela mudança e por melhorias, que serão alcançadas à base de conhecimento e participação.
Para a Secretaria da Mulher, portanto, é fundamental aos sindicatos que invistam na manutenção das mulheres na luta, para que essas, em maioria nas ruas, sejam também em grande número nos eventos relacionados à categoria, principalmente nas reuniões que compõem a campanha salarial.

Ressaltou-se durante os três dias de evento o sentimento de insatisfação das ecetistas diante da gestão do atual presidente da empresa, Guilherme Campos, que assedia moralmente os empregados com ameaças constantes de retiradas de direitos. Todas foram veementes nos gritos de “Fora Temer” e “Fora Guilherme Campos”.

Campanha Salarial
A construção da pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017-18 contou com o apoio da advogada Gizeli Costa D’Abadia Nunes de Sousa, do SINTECT-GO.

A FENTECT lança, então, as propostas e os encaminhamentos aprovados no XX Encontro Nacional de Mulheres, com questões como retorno do exame preventivo completo nos exames periódicos; proibição da revista íntima nas empregadas; encaminhamento das grávidas para o serviço interno; ampliação da licença maternidade por mais 60 dias, conforme a lei 11.770; não carregamento de peso pelas gestantes; plano e apoio e ajuda às mulheres obesas, condições de trabalho dignas às portadoras de deficiência, entre outras demandas importantes para as trabalhadoras dos Correios.

FENTECT

Audiências públicas nos estados reforçam a busca por melhorias nos Correios


O apoio à luta da categoria ecetista vai além das paredes do Congresso Nacional, em Brasília. No Rio Grande do Sul, no dia 9 de junho, representantes dos trabalhadores dos Correios e o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, participaram da audiência Pública na Assembleia Legislativa do estado. Promovida pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) e com o objetivo de debater o Projeto de Lei 7683-17, a ocasião também foi propícia para levantar os problemas enfrentados na estatal, como o fechamento de agências, falta de mão de obra e ameaça de privatização.
O projeto em questão, da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios, dispõe sobre a fidelização dos serviços postais pelos órgãos públicos federais da administração direta e indireta. O tema também foi destacado pelo secretário geral da federação, que denunciou a preferência do governo federal em atuar junto à empresas privadas. Estima-se que o governo gasta anualmente mais de R$ 40 bilhões no segmento e apenas 23% é de atuação dos Correios.

José Rivaldo ressaltou o assédio moral do presidente da ECT, Guilherme Campos. “Se os trabalhadores não abrirem os olhos, poderão sofrer o golpe da privatização. É importante irmos às ruas apoiar a greve geral e denunciar o que está acontecendo nos Correios”, alertou.

Unidade em SP
Nessa segunda-feira (12), em São Paulo, o secretário de finanças da FENTECT, Geraldo Francisco Rodrigues, e representantes dos sindicatos de Santos, Campinas, da capital e Bauru também participaram de uma nova audiência pública em defesa dos Correios, no estado. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, foi convidado, mas não compareceu ao debate. 

De iniciativa da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP), a audiência foi realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo. De acordo com a parlamentar, os serviços dos Correios são essenciais à população e garantem o direito à comunicação postal em todo território brasileiro. “No entanto, ultimamente as administrações da Empresa, passaram a alegar dificuldades finance
iras e déficits orçamentários para justificar a retirada de direitos dos trabalhadores e também da população, diminuindo a frequência e o alcance dos serviços das agências. Isso gera prejuízos principalmente aos usuários, mas também aos trabalhadores dos Correios”, disse.

A FENTECT orienta os sindicatos para que permaneçam com o debate nos respectivos estados, levando a situação dos Correios ao conhecimento dos parlamentares e da população. Neste momento de fragilidade pela qual passa o Brasil, com fortes ameaças aos direitos de cada trabalhador, é importante que a luta seja permanente, dentro e fora da estatal. Estão em jogo o direito à comunicação acessível a milhões de brasileiros, em mais de 5 mil municípios atendidos no país, e o emprego de mais de 117 mil ecetistas.

FENTECT

quinta-feira, junho 01, 2017



A FENTECT apoia e informa a toda categoria que estarão abertas até esta sexta-feira (2) as inscrições para o seminário Em Defesa das Empresas Públicas, que será realizado no dia 7 de junho, no San Marco Hotel, em Brasília. O evento é organizado pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, parceiro da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), e tem como objetivo debater a realidade brasileira, analisar os projetos das contrarreformas do Congresso Nacional e apresentar a pesquisa sobre percepções e valores da população acerca dos serviços públicos.

De acordo com a coordenadora do comitê, Rita Serrano, esta será a oportunidade de pensar a resistência a ser adotada contra o governo Temer, que tem lançado medidas desfavoráveis aos trabalhadores do país.


Para discutir os temas, o seminário contará com especialistas e parlamentares, que vão participar dos painéis, bem como integrantes de entidades associativas e sindicais, durante todo o dia. Ao final do encontro, serão encaminhadas propostas de ações conjuntas.

A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo e-mail publiccomite@gmail.com. Basta enviar a identificação e o nome da entidade pela qual vai participar. Transporte e hospedagem estão por conta dos respectivos representantes, mas o almoço está garantido pelo evento, gratuitamente.





 

Em defesa do Brasil
Da luta contra o Projeto de Lei do Senado 555, o Estatuto das Estatais ou Lei de Responsabilidade das Estatais, surgiu o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, hoje com campanha internacional.

Atualmente, trava outras batalhas que contestam projetos contra os direitos dos trabalhadores. Surgiu, então, a campanha “Se é público, é de todos”, em 6 de junho de 2016, adotada por entidades que forma a UNI Americas Finanzas, com atuação na América Latina.



 

SERVIÇO
Seminário Em Defesa das Empresas Públicas
Data: 07-06
Horário: das 9h às 17h
Local: San Marco Hotel, Brasília-DF
Mais informações em: https://www.facebook.com/comiteempresaspublicas ou http://www.comiteempresaspublicas.com.br/portal/comite-empresas-publicas/
Inscrições gratuitas no e-mail: publiccomite@gmail.com

Comissão da Câmara ganha apoio unânime de parlamentares na defesa dos Correios


O debate sobre “A Situação de Crise na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos” foi ainda mais longe, alcançando, nesta terça-feira (30) o Plenário Ulysses Guimarães, da Câmara dos Deputados. Na oportunidade, diversos parlamentares, além das representações da categoria e da ECT, puderam dar suas impressões sobre o alegado déficit da ECT e apoio à manutenção do patrimônio nacional.
Na mesa, o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, estava entre os convidados a defender os interesses dos trabalhadores, que, de acordo com ele, são os verdadeiros comprometidos com os Correios. “Temos, sim, soluções viáveis para a empresa. Não vamos aceitar, em hipótese alguma, as falas que assediam os ecetistas”, afirmou.

Unanimemente, os parlamentares que compareceram à Comissão de hoje se posicionaram contrários à privatização e à falta de compromisso da União em devolver aos cofres dos Correios os R$ 6 bilhões retirados da estatal. Outra medida defendida com veemência foi a fidelização da logística dos órgãos federais, o que geraria de lucro, no mínimo, cerca de R$ 20 bilhões à estatal.

Guilherme Campos, presidente dos Correios, voltou a afirmar que a empresa sofre com resultados negativos e com a queda do monopólio. Segundo Campos, as mudanças nos Correios culminam em uma nova estrutura de negócios, mais enxuta, que deixa a empresa focada em negócios. “Precisamos e vamos fazer as transformações necessários para que os Correios continuem sendo empresa pública. Privatização não é desejo nem do ministro, nem do presidente, mas, se nada der certo, o caminho se estreita”, ressaltou. 


Direito constitucional
Para o geógrafo, especialista e mestre em Geografia Humana, Igor Venceslau, a universalidade dos Correios não se trata de capricho. O professor apresentou, na ocasião, a pesquisa realizada sobre a estatal para os cursos de graduação e mestrado. De acordo com Venceslau, o fluxo postal no país é majoritariamente regional, restrito, principalmente, ao nordeste e norte. “No Brasil, quando se fala em fechamento de agências, estamos falando em entregas de vacinas não serem realizadas, entrega de livros didáticos, concursos públicos. Trata-se da integração do país e não sobre dois ou três anos sem dar lucro”, analisou.

Conforme o especialista explicou, é preciso discutir a constitucionalidade e a inconstitucionalidade do ato dos fechamentos de agências, por exemplo, já que todos os municípios gozam do mesmo privilégio, de acordo com a Constituição Federal de 1988. “Os Correios participaram da consolidação das fronteiras, da criação do Brasil. Menos Correios é menos cidadania nos locais. Serviço postal é um direito. Mais que mercadoria, direito Postal”, enfatizou.

O secretário-geral da FENTECT destacou também a ausência do papel social na gestão dos Correios. “Se a presidência visitasse o chão de fábrica, teria mais conhecimento sobre como melhorar as entregas e os serviços, do que dar tanto dinheiro para consultorias”, falou José Rivaldo, remetendo aos gastos de mais de R$ 100 milhões com a reestruturação da ECT. O secretário ainda solicitou apoio do congresso para debater leis e projetos que possam dialogar com o governo atual e convencê-lo a realizar o aporte aos Correios.

Durante a Comissão Geral desta terça-feira, o diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do (DIEESE), Max Leno, também apresentou alguns esclarecimentos. Conforme estudos do departamento, a empresa de Correios apresenta patamares de empresas que atuam em âmbito internacional. Como prova e conclusão, foram distribuídos pela federação uma carta explicando o posicionamento da entidade e a versão preliminar das considerações do DIEESE sobre a situação econômico-financeira dos Correios.


Parlamentares em defesa
Diferentes partidos, por meio de seus representantes, declararam apoio à estatal e prometeram não cessar o debate até que sejam encontradas soluções benéficas aos trabalhadores e à população, para que seja mantido o patrimônio nacional de qualidade e 100% público e estatal.

Nelson Pellegrino (PT-BA)
“Ampliar a oferta de serviços e produtos e teria oportunidade não apenas de manter os funcionários, mas também o patrimônio.”

André Figueiredo (PDT-CE)
“A posição do PDT e de vários partidos políticos tem sido a de defender com muita intransigência esse patrimônio do povo brasileiro, que são os Correios. A maior riqueza são as pessoas lá trabalham.”

Maria do Rosário (PT-RS)
“Em nome do partido, digo que somos posicionados por um Correios 100% público, estatal, que cumpra sua missão diante do povo brasileiro. Estamos falando da segurança e da integração nacional, da única instituição que está em todos os lugares do Brasil, ao mesmo tempo.”

Luciana Santos (PCdoB-PE)
“O alegado déficit não se dá pelo tamanho ou viabilidade, mas pelos erros de gestão ou exageros de patrocínios, quebras de contratos, despesas trabalhistas. Estamos falando de uma empresa que tem o papel de integração do povo brasileiro, aspecto até afetivo, que, hoje, supera somente a família como uma instituição que deva ser valorizada.”

Joaquim Passarinho (PSD-PA)
“O PSD não admite discutir, de maneira alguma, a privatização dos Correios. A voz dos Correios será ouvida por todos os partidos.”

Zé Geraldo (PT-PA)
“Queremos admitir mais e não demitir. Se a empresa é estratégica, e ela tem que ser, o governo precisa buscar e criar fundos.”

Décio Lima (PT-SC)
“Os Correios não podem ser submetidos às regras de mercado. Têm que ser submetidos aos valores do nosso país.”

Vicentinho (PT-SP)
“Defender os Correios é missão, é compromisso de cada um de nós. Com políticas de perseguições e sem políticas de recursos humanos vamos continuar com resquícios da ditadura militar.”

Paulo Magalhães (PSD-BA)
“Esta casa não vai se furtar a assumir essa luta. Uma luta por direitos, que faz a aproximação dos trabalhadores no Brasil.”

Hildo Rocha (PMDB-MA)
“É preciso encontrar uma saída que não seja da maneira como está sendo conduzida pelo ministro Kassab, de entregar para a iniciativa privada esse grande patrimônio.”

fentect

terça-feira, maio 30, 2017

TST apresenta proposta para o plano de saúde dos Correios à ECT e às federações


Houve mediação nesta segunda-feira (29) entre a ECT e as federações representativas da categoria sobre o plano de saúde dos ecetistas. A audiência, presidida pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emanoel Pereira, teve como objetivo a apresentação da proposta do tribunal (ANEXADA) para os Correios, a qual deixou a diretoria da ECT inconformada e com discurso de demissões na empresa. Já os representantes dos trabalhadores reafirmaram a sustentabilidade dos Correios e refutaram novamente o déficit alegado pela estatal.
A FENTECT destaca que, hoje, não houve julgamento. Ainda assim, a situação poderá ser convertida em dissídio coletivo, caso não haja sucesso na mediação do TST. Antes disso, o tribunal apresentou algumas bases de estudo para a proposta que gerou polêmica. A ECT permanece irredutível e defendendo o custeio de 50% do plano de saúde pelos empregados.

Os representantes dos trabalhadores relembraram a falta de transparência nos Correios, já que os dados econômicos não são fornecidos desde outubro de 2016. Para esses, está claro que a ECT tem trabalhado com base em dados não oficiais. Além disso, é notável a vontade da empresa em antecipar a campanha salarial deste ano, já que o Acordo Coletivo de Trabalho 2016-17 ainda está em vigência.

A FENTECT orienta a todos os sindicatos filiados atenção quanto ao Processo de Mediação e Conciliação Pré-Processual (TST-PMPP-5701-24.2017.5.00.0000), a espera pela proposta detalhada do TST, que será encaminhada às entidades, e as próximas atividades. Enquanto isso, é importante contribuir com as manifestações a respeito do tema e as mobilizações rumo às negociações do ACT deste ano.

FENTECT

Situação dos Correios ganha destaque em Comissão Geral na Câmara


Após a sequência de audiências públicas com destaque ao tema Correios, a FENTECT foi convidada a fazer parte da Comissão Geral, na Câmara dos Deputados, dia 30 de maio, às 10 horas. O secretário-geral da federação, José Rivaldo da Silva, fará parte da sessão no Plenário Ulysses Guimarães, também na presença de diversos parlamentares, para debater o tema “A Situação de Crise na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos”.
A comissão havia sido anunciada já na última audiência pública, na Comissão de Legislação Participativa da Câmara, no dia 11 de maio. Segundo o deputado federal Leonardo Monteiro, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Correios e autor do requerimento nº 106, que trata do assunto, “há um clima e vontade para isso”. O parlamentar afirmou na ocasião a necessidade de ações conjuntas para viabilizar a estatal e para que ela esteja presente em vários cantos do país, onde, inclusive, outras empresas não estão presentes, com serviços bancários e postais.

Na última audiência, enquanto o presidente dos Correios, Guilherme Campos, reafirmava o déficit da empresa, os representantes dos trabalhadores esclareceram os deputados e presentes, dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) que afirmam o crescimento da receita da empresa ano a ano.

Além dos desmontes, os trabalhadores precisam lutar contra o Plano de Demissão Incentivada que está sendo pensado pela ECT. O número de funcionários, assim, tende a cair para 112 mil. Ontem (25), foi anunciada nova reestruturação da empresa, que ainda é uma incógnita para os trabalhadores. Não ficou claro para a categoria se haverá cortes de cargos ou fusões. Outro fator prejudicial à população é o DDA, com a entrega alternada.

A FENTECT conta com a participação de todos nesta Comissão Geral. É preciso que os sindicatos enviem seus representantes, para que, unidos, os empregados da ECT demonstrem a força e a vontade de manter a qualidade dessa empresa que é patrimônio nacional.

Ocupa Brasília fecha mais uma semana de muita luta também para os ecetistas


Em adesão ao chamado das centrais sindicais de todo o País - os trabalhadores dos Correios participaram, com sucesso, do movimento #OCUPABRASÍLIA. Pacífica em grande parte do percurso, na Esplanada dos Ministérios, no dia 24 de maio, a marcha demonstrou a insatisfação de 200 mil trabalhadores, que dizem “não” às contrarreformas do presidente Michel Temer (Reformas Trabalhista e da Previdência), além de pedirem a renúncia do chefe do Executivo e Diretas Já.

Como representação de toda a categoria, a FENTECT levou para as ruas uma grande bandeira, como a camisa dos ecetistas, com as principais demandas: #FORATEMER, #FORAKASSAB e #FORAGUILHERMECAMPOS. No mesmo dia, antes de ocuparem o Plano Piloto, na capital federal, os ecetistas ocuparam a frente do edifício sede dos Correios, com carro de som e discursos acalorados, contra as retiradas promovidas pela ECT.


Ataque aos trabalhadores

A federação destaca que é contra todo e qualquer tipo de violência, como foi veiculado pela mídia. No entanto, ressalta que a truculência da Polícia Militar do Distrito Federal contra os manifestantes é inadmissível e somente desqualifica a mobilização, que, por vezes, foi acalmada pelos próprios dirigentes das centrais que estavam conduzindo a marcha. Ao tentar aproximação do Congresso Nacional, dita casa do povo brasileiro, a PM tentou dispersar os manifestantes com bombas de efeito moral e balas de borracha, antes mesmo de haver qualquer ato violento por parte de algum civil.
É de suma importância que a população brasileira mantenha a coragem para permanecer alerta contra a retirada de conquistas históricas, mesmo com a veiculação desenfreada da imprensa dos atos de vandalismo, ainda não comprovados de onde partiram, no dia da manifestação, que faz apenas com que a sociedade desacredite no movimento e recue na luta pelos próprios direitos.


Greve Geral de 48 horas

O Ocupa Brasília reuniu caravanas de todo o Brasil, foram cerca de mil ônibus. A FENTECT estará atenta às próximas agendas das centrais, que prometem novas mobilizações e uma possível greve geral no mês de junho, de até 48 horas, ainda mais ampla que a do dia 28 de abril.

A federação reforça a importância da união de todos os trabalhadores dos Correios as demais categorias brasileiras, em defesa dos seus direitos além dos muros da ECT, pois a privatização é um reflexo da atual política nacional. É preciso denunciar os problemas internos que prejudicam a categoria, mas ir também às ruas protestar contra questões ainda mais amplas, que ameaçam o futuro dos servidores públicos e de estatais, empregados CLT e a família de cada um.


#Nãoàreformatrabalhistaeprevidenciária

Mediação do plano de saúde será nesta segunda-feira, no TST


Tendo em vista toda discussão sobre o plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, a ECT, que apresentou propostas na Comissão Paritária de Saúde que apenas oneram os empregados. Sem acordo entre as partes, a empresa solicitou mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcada para a próxima segunda-feira (29), às 14 horas.
A demanda foi judicializada pela ECT antes mesmo da greve geral do dia 26 de abril. Essa medida, para a FENTECT, é uma tentativa da empresa em adiantar a campanha salarial, que tem como data base o dia 1 de agosto.

Nas assembleias do mês do último mês, após um longo período de estudos da comissão, os ecetistas rejeitaram por unanimidade as propostas da empresa de mudanças no benefício. O objetivo da Comissão Paritária, conforme o ACT, era apresentar melhorias para os empregados. O que difere do posicionamento da ECT, que propõe somente prejuízos. Os trabalhadores não vão aceitar pagar essa conta.

A FENTECT se contrapõe ao déficit insistentemente alegado pela empresa, que culpabiliza o plano de saúde dos trabalhadores. Entende-se que a ECT possui meios para investir receita nos Correios. Ao contrário disso, ataca os próprios empregados, com medidas drásticas, como aconteceu com o corte das férias e, agora, em curso, a possível oneração do plano de saúde.

FENTECT

segunda-feira, maio 22, 2017

ELEIÇÕES POSTALIS




ACIMA ESTÃO NOSSOS CANDIDATOS PARA ELEIÇÃO DO POSTALIS, É DE SUMA IMPORTÂNCIA QUE POSSAMOS ELEGER REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES, JUNTOS PODEMOS DAR NOVOS RUMOS PARA NOSSA CAIXA DE PREVIDÊNCIA.

Federação convoca os trabalhadores a ocupar Brasília no dia 24 de maio

Os empregados dos Correios também precisam fazer parte da maior mobilização em prol dos trabalhadores do País. Organizadas pelas principais centrais sindicais brasileiras - CUT, Força Sindical, CGTB, UGT, CSP-Conlutas, Intersindical, NCST, CSB, CTB - caravanas de diversos estados vão estacionar em Brasília para um dia especial de protesto contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária do governo federal, no dia 24 de maio, a partir das 14 horas, no estádio Mané Garrincha.

A expectativa é reunir até 50 mil pessoas e, para isso, os ecetistas devem estar lá. Há uma grande demanda interna contra retirada de direitos nos Correios, mas que poderá ser agravada em caso de aprovação dessas reformas.

A FENTECT solicita, portanto, que todos os sindicatos enviem para a federação o nome do organizador e o quantitativo de cada caravana que seguirár para capital do país, para participar da mobilização. Dessa maneira, será possível organizar o movimento com antecedência.



Parar o Brasil contra as reformas
 
Reunidas, as categorias de trabalhadores brasileiros vão preparar uma Greve Geral de 48 horas, prevista para o mês de junho. O intuito é parar o Brasil contra o retrocesso que está sendo proposto pelas contrarreformas do governo federal, que encerram direitos conquistados por lutas históricas da classe trabalhadora.

Com as medidas propostas, haverá aumento do desemprego e da miséria no país. O risco social será elevado e a luta dos trabalhadores dificultada, com as restrições nas atividades sindicais, que inviabilizam a defesa da classe, ampliação de direitos e a aplicação da Justiça do Trabalho.



Reforma Trabalhista
 
Com a Reforma Trabalhista, entre outras situações, está previsto intervalo reduzido a meia hora para o almoço; salário inferior ao mínimo para quem trabalhar menos de 30 horas por semana; fim das férias de 30 dias; jornada de trabalho diária e semanal sem limitação; fim dos concursos públicos, fim da carteira assinada e negociação do patrão e empregado sem parâmetros legais, ou seja, o fim da CLT.



Reforma da Previdência
 
O empregado corre o risco de trabalhar até morrer, ou aposentar sem o valor integral. A proposta do governo aumenta a idade de aposentadoria para 65 anos, para os homens, e 62 anos, para mulheres; eleva também para 49 anos o tempo de contribuição para aposentadoria integral; põe fim às aposentadorias especiais; reduz pensões e benefícios do INSS até metade do valor, e aumenta o tempo de contribuição para trabalhadores rurais em 20 anos e a idade para 60 anos.

Carteiros, atendentes, OTTs e administrativos podem se organizar nas bases para conquistar mais apoio ao movimento e gerar força à luta. Os ecetistas têm uma grande missão, tão importante quanto lutar contra o desmonte e a privatização dos Correios.

fentect

Encontro Nacional das Mulheres inicia nesta sexta, em Salvador

Mulheres  ecetistas já estão reunidas em Salvador (BA) para o XX Encontro Nacional de Mulheres da FENTECT, para garantir a manutenção dos direitos das femininos nos Correios e a qualidade de vida de todas as trabalhadoras. 

Elas vão mostrar o quanto as mulheres, unidas, são mais fortes e podem conquistar direitos. 

O evento vai até este domingo, dia 21 de maio.

Encontro destaca a dificuldade em ser mulher e negra no Brasil


No segundo dia do XV Encontro Nacional de Assuntos Raciais da FENTECT, os representantes dos trabalhadores tiveram acesso a dados importantes sobre a violência contra as mulheres negras e mais esclarecimentos sobre o processo de inserção e exclusão dos negros no mercado de trabalho. Além disso, ao final das explanações, o curta "O Xadrez das Cores" e o vídeo da Mobilização Nacional Indígena, feito em apoio à causa dos índios do Brasil, "Demarcação Já", foram apresentados para promover a reflexão e subsidiar os debates do evento.

Desde o início do século XIX, os negros têm aderido ao mercado de trabalho em diversas profissões subestimadas pela sociedade. Atualmente, há apenas 28% de negros nos serviços públicos do país. Em 2010, os Correios, no anseio de se tornarem uma empresa mestiça, lançaram uma espécie de senso para analisar o quantitativo desses funcionários e chegou a conclusão de que havia apenas 10% de negros na estatal. A realidade, de acordo com os participantes do evento, tem sido alterada justamente devido ao debate levantado pelas representações e a sociedade. Logo, fica a importância dos assuntos raciais.



A mulher negra
 
Dados preocupantes demonstram que 62% das mortes no pós-parto, bem como 68% por agressão e 67% vítimas de estupro são de mulheres negras. Por mais que haja políticas pela diminuição dos índices, nota-se que 80% das assassinadas no país são mulheres negras. Ainda, 25% dessas sofrem violência de conhecidos e 27% dos próprios cônjuges.
Entre 2003 a 2013, houve queda de 10% do homicídio de mulheres brancas brasileiras. Em contrapartida, a violência e os assassinatos contra as mulheres negras aumentaram em 50%, nesse período. Isso tudo também se deve em relação à cultura da super exposição feminina.

Constata-se que as mulheres negras são as que mais sofrem assédio sexual e consequentemente moral, no mercado de trabalho e na sociedade. Por isso, é preciso combater o preconceito institucionalizado.

Os homens brancos recebem quase três vezes mais que as mulheres negras. Já as de raça branca recebem o dobro em comparação àquelas. O próprio homem negro chega a receber 30% acima dos valores pagos às negras no país.



Contrarreformas
 
Agora, é preciso atentar às reformas propostas pelo governo federal, que podem prejudicar ainda mais a realidade das minorias do país. O encontro ressalta o contexto capitalista atual, que, para se valer, explora cada vez mais o trabalhador. Tratam-se de estratégias montadas para deixar a classe em situações cada vez piores. Portanto, o XV Encontro Nacional de Assuntos Raciais vem com a proposta de lançar esperança nos ecetistas, para que levem às diversas comunidades e, dessa maneira, todos possam acreditar e lutar por um mundo novo e diferente, menos injusto e desigual.

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