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sexta-feira, outubro 06, 2017

Comando parabeniza os que lutaram e orienta à aprovação da proposta do TST



Desde o início do processo de negociação da Campanha Salarial 2017-18, o Comando Nacional de Mobilização e Negociação da FENTECT tem demonstrado à categoria a importância da luta. E foi graças à greve legítima dos trabalhadores, deflagrada no dia 19 de setembro, que os ecetistas alcançaram mais uma vitória importante no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no dia 4 de outubro.
Mesmo sob muita pressão de todos os lados, os trabalhadores enfrentaram esse momento de cabeça erguida. Todas as dificuldades impostas culminaram, então, na greve, e essa foi a última alternativa da categoria, que, agora, pode se orgulhar por ter conseguido manter todos os direitos conquistados nas últimas décadas. A ECT ameaçou retirar todos os benefícios, lançou descontos nos salários, esteve junto a outra federação (Findect) lançando uma proposta rebaixada, mas nada disso impediu a luta dos trabalhadores dos Correios. Ainda, foi a mobilização das bases dos sindicatos filiados à FENTECT que fez com que a categoria em São Paulo (SPM) e no Rio de Janeiro se unissem à greve que já estava em andamento.
O ganho com o reajuste de agosto de 2017 é significativo para a categoria, pois não reflete apenas no salário, mas também no anuênio, nas gratificações de 30% do carteiro, quebra de caixa para o atendente, do AAT para o OTT, o vale alimentação, o vale cesta, o vale extra no final do ano, décimo terceiro, o recolhimento no FGTS, além dos reajustes no auxílio creche/babá e no auxílio para dependentes com deficiência. Ao colocar tudo isso no papel, é possível verificar que o índice de 2,07% retroativo é mais vantajoso que os 3% propostos para janeiro de 2018.
Outra grande vitória foi a manutenção da cláusula sobre a Assistência Médica, sem alteração no texto do ACT 2016-2017. Com isso, a decisão caberá aos trabalhadores, em assembleias, se concordam ou não com a proposta. O ministro do TST, Emmanoel Pereira, deixou bem claro que não há imposição somente pelo argumento de crise que a empresa divulga. De acordo com o ministro, a mediação deve permanecer e tem como objetivo alcançar um acordo entre as partes. Isso significa que os trabalhadores serão consultados sobre qualquer proposta. Logo, é positiva a manutenção de poder de decisão, amplamente discutida e deliberada em assembleias.
A FENTECT destaca que a decisão sobre a proposta do tribunal vai depender das assembleias. Entretanto, o CNMN ressalta que outros ganhos poderiam ter sido alcançados se a categoria contasse com mais adesão e participação ao processo das negociações. Destaca-se, então, o empenho daqueles que lutaram para frear os ataques da ECT e honraram a batalha dos trabalhadores dos Correios.
Tendo em vista a vitória alcançada, a ampla maioria do comando de negociação orienta pela APROVAÇÃO da proposta do TST, pois entende que a manutenção da greve, neste momento, pode desgastar a categoria. Agora é hora de aglutinar forças para os próximos embates, em especial, contra a privatização da estatal, pela manutenção dos direitos e empregos dos ecetistas.

TST apresenta nova proposta para o ACT da categoria ecetista



Os membros do Comando de Nacional de Mobilização e Negociação da FENTECT participaram, hoje (4), em Brasília, da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na ocasião, uma nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria foi apresentada, sem ponderações, pelo ministro Emmanoel Pereira.
A seguir, o que foi proposto pelo ministro as partes, nesta quarta-feira:


Cláusulas Econômicas
O ministro propôs reajuste INPC 2.07% nos salários e benefícios, retroativo ao mês de agosto deste ano;


Cláusulas Sociais
Manutenção das cláusulas sociais na proposta do tribunal;

Plano de Saúde
Reedição. O plano continua sob a mediação do TST;


Dias Parados
Compensação de 64 horas, sendo 6 horas aos sábados para quem trabalha de segunda-feira à sexta-feira. Para aqueles que trabalham aos sábados, 4 horas de segunda-feira à sexta-feira e 2 horas aos sábados.

Agora, é preciso aguardar as orientações do comando de negociação, que vai se reunir em Brasília ainda hoje. Além disso, foi dado um prazo pelo TST de 48 horas para resposta sobre a avaliação da proposta, por parte dos trabalhadores do que foi sugerido pelo tribunal. A FENTECT solicita a todos que continuem se informando nos canais de comunicação da federação, para novas notícias.

FENTECT

Federação participa de nova audiência contra fechamento de agências


A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) convidou a FENTECT para participar da audiência pública, que será realizada amanhã (5), às 9h30min, no Plenário 13, Anexo II, na Câmara dos Deputados. A audiência é uma realização da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), de autoria dos Deputados Valadares Filho (presidente da CINDRA) e Erika Kokay, com o objetivo de discutir o fechamento das agências de bancos públicos.
É importante que os representantes em Brasília compareçam. A semana tem sido intensa para a categoria, com mobilizações que pedem o fim da retirada de direitos da categoria e pela não privatização dos Correios.
Nesse momento, com graves ameaças, os representantes e os trabalhadores de base devem estar ativos na luta e atentos a essa estratégia de entrega da estatal à iniciativa privada, entre outras, que comprometem não somente os serviços, mas os empregos dos trabalhadores dos Correios.
Além da audiência desta quinta-feira, hoje é um dia muito importante para os trabalhadores, que aguardam os resultados para o Acordo Coletivo de Trabalho deste ano. Haverá ainda, nesta tarde, audiência de conciliação no TST, às 16 horas

FENTECT

quinta-feira, setembro 21, 2017

Categoria vai permanecer em greve até a ECT negociar devidamente


Com a greve deflagrada nessa terça-feira (19) e forte em quase todo o País, a empresa demonstrou novamente intransigência ao deixar o Comando Nacional de Mobilização e Negociação (CNMN) da FENTECT esperando na porta da UNICO, em Brasília, para mais um dia de negociações. Ontem (20), deveriam ser apresentadas as propostas para cláusulas Econômicas e de Benefícios, no entanto, a ECT não compareceu e cancelou pela quarta vez a reunião, descumprindo o calendário.

Em carta, a empresa afirmou que os representantes dos trabalhadores foram precipitados, comprometendo a recuperação dos índices dos Correios. Porém, foi a má gestão da ECT que levou ao sucateamento dos serviços e à precariedade do trabalho para a categoria.

Ao negociar apenas com a outra federação, nessa quarta-feira, a empresa sugeriu mais ataques, com exclusões de cláusulas, como a do vale-cultura; o aumento do percentual do desconto nos vales alimentação e refeição; fim da concessão dos mesmos vales aos trabalhadores durante as férias e fim do vale-peru no mês de dezembro, sempre alegando dificuldades financeiras para garantir recursos aos trabalhadores.

Ainda ontem, a ECT entrou com dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No entanto, o comando de negociação da federação continua unido em busca de soluções viáveis para solucionar o conflito instaurado pela direção da estatal. Para isso, representantes dos trabalhadores compareceram ao tribunal na parte da manhã desta quinta-feira (21) para, junto ao ministro Emmanoel Pereira, esclarecer o processo da campanha salarial, até o momento, e as dificuldades impostas às negociações, por parte da empresa.

Com isso, todas as evidências mostram o interesse da empresa em levar o acordo até a entrada em vigor da reforma trabalhista, em 11 de novembro. Enquanto isso, todas as propostas apresentadas até agora foram de exclusão ou redução de direitos, sem o devido debate sobre a pauta de reivindicações da categoria, entregue ainda no mês de julho deste ano.

Não existe déficit, existe má gestão - Constantemente, há algum tempo, a FENTECT tem refutado o déficit declarado pela ECT, que, além de não abrir os números oficiais para as representações dos trabalhadores, mantém gastos exorbitantes. Foram duas reestruturações em apenas um ano, com serviços de consultoria milionários. Também, a situação deficitária da empresa é devida ao novo lançamento contábil, chamado “PÓS-EMPREGO”, que causou o impacto de R$ 1,5 bilhão nas contas da estatal, somado às diversas ações da gestão que minaram as reservas financeiras, tais como antecipação de dividendos à União de quase R$ 4 bilhões acima dos estabelecido legalmente. Além disso, diversos patrocínios e ações potencialmente prejudiciais, como o distrato com o Banco do Brasil, que onerou a empresa em torno de R$ 2 bilhões.

Greve em 28 sindicatos
Dos 31 sindicatos filiados à FENTECT, aderiram à greve, ontem, os estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina. Apenas Acre, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram.

As mobilizações dos sindicatos na greve continuam por todo o país, inclusive com a adesão de mais trabalhadores. O comando de negociação da FENTECT permanece em Brasília para acompanhar e orientar as bases quanto ao fortalecimento do movimento grevista. Sugere, ainda a ampliação das atividades, com passeatas, carros de som, audiências públicas, panfletagens, anúncios nas redes sociais, cartas abertas à população, entrevistas para os meios de comunicação, para levar a verdade sobre os Correios, denúncias e propagandas, para que seja alcançado um Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018 digno da classe dos ecetistas.

A FENTECT parabeniza os trabalhadores que estão fortes na luta, aderindo às mobilizações nos estado. Independente do posicionamento da empresa, a categoria não pode desistir de batalhar pelos próprios direitos e garantias conquistadas nos últimos anos. É preciso manter a vigilância e a participação nas assembleias e deliberações dos sindicatos. Àqueles que ainda não realizaram assembleias para deflagração da greve, a federação sugere que adiantem as datas para que as bases se juntem aos demais que já disseram não às arbitrariedades da ECT.

 FONTE:FINDECT

Trabalhadores dos Correios decretam greve por tempo indeterminado


Após atraso nas negociações da campanha salarial e postura irredutível da ECT ao ouvir os trabalhadores, categoria adere à greve pela garantia de direitos, salários e empregos

Trabalhadores dos Correios de todo o País entraram em greve a partir das 22 horas dessa terça-feira (19). Primeira categoria a negociar após a aprovação da Reforma Trabalhista, a representação do Comando Nacional de Mobilização e Negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (CNMN/FENTECT) está sofrendo os entraves impostos pela ECT para a negociação da Campanha Salarial 2017/2018. Até o momento, após mais de 40 dias de atraso, a empresa anunciou apenas propostas de exclusões de cláusulas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de categoria, configurando retiradas de direitos e assédio moral.

Com a mobilização, os empregados dos Correios denunciam o fechamento de agências por todo o Brasil, o que dificulta a vida não somente da categoria, mas de muitas populações que precisam dos serviços dos Correios, postal e bancário; ameaças de demissão motivada; corte em investimentos, incluindo novos concursos públicos; a suspensão das férias dos trabalhadores; retirada de vigilantes das agências, interferências e o sucateamento no plano de saúde da categoria, entre outras retiradas que já estão sendo promovidas.
Além disso, há algum tempo a ECT tem apresentado constantes mudanças de reestruturação na empresa, com abertura ao mercado e parcerias externas.
 
Agora, os Correios também estão no alvo das privatizações de empresas públicas e estatais, do governo federal. Mais uma ameaça aos empregos e à qualidade da ECT, que sempre esteve à frente na confiança da sociedade.

Ressalta-se que a categoria de trabalhadores dos Correios é a que recebe os menores salários entre as empresas públicas e estatais, e a empresa optou nos últimos anos a manter uma cultura de benefícios em troca de reajustes salariais dignos aos empregados. Logo, todas as conquistas dos ecetistas funcionam como uma compensação à defasagem financeira.

Adesão
Dos 31 sindicatos filiados à FENTECT, aderiram à greve os estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina.  Apenas Acre, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram.

Embora o comando permaneça em Brasília para negociar com a ECT, a empresa anunciou na manhã desta quarta-feira (20) que não se reunirá com os representantes da FENTECT por conta da mobilização organizada pelos sindicatos filiados em todo o país. Porém, a campanha segue com o tema: "Nossos direitos e empregos ficam, Guilherme Campos sai". Enquanto isso, não há obrigatoriedade pela manutenção dos 30% de funcionamento, no entanto, algumas agências apenas reduziram o efetivo. A greve é por tempo indeterminado. 
 
FONTE : FENTECT

terça-feira, setembro 19, 2017

Sem cláusulas econômicas e de benefícios, ECT tenta a todo custo adiar o calendário da categoria


Além de adiar a negociação por três vezes e jogar vários temas para depois do combinado, a empresa segue retirando cláusulas e sugerindo alterações que ferem apenas os direitos dos trabalhadores. Nesta terça-feira não foi diferente. Nas cláusulas da Saúde do Trabalhador, quase nenhuma passou despercebida pela ECT (veja abaixo). As demais, que eram para ser apresentadas hoje, sobre o bloco econômico e os benefícios, a gestão da empresa deixou para amanhã a apresentação, porém, sem a garantia de propostas para os próximos dias.

Enquanto isso, o Comando Nacional de Mobilização e Negociação (CNMN) vai permenecer em Brasília para negociar com a ECT, agora, sob nova conjuntura, com a possível deflagração de greve, já que as assembleias estão marcadas em todo o País para esta noite, pelos sindicatos filiados.

Para o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, a empresa está promovendo o terrorismo contra os trabalhadores, sempre acusando as representações sindicais, com discurso de levar o empregado a refletir. "Reflexão a gente faz todos os dias nessa empresa. É melhor morrer vermelho do que viver o tempo todo amarelo e nós não vamos amarelar, entregando nossos direitos. A empresa já tinha essa proposta de retirada de direitos desde o primeiro dia. Vamos estar aqui no sábado, no domingo, qualquer dia que for necessário, mas não haverá nenhum recuo da categoria, vamos negociar na greve", declarou.
Por isso, é imprescindível a vigilância e a permanência na luta dos trabalhadores da base, todos juntos, atendentes, carteiros, OTTs e os empregados da área administrativa. A decisão dos empregados é a mais importante para dar prosseguimento às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2017/18. São as assembleias que mostram a força da categoria ecetista, esse é o momento correto para demonstrar insatisfação às propostas da ECT. Os trabalhadores são os reais interessados em manter a estatal 100% confiável, pública e de qualidade.

HOJE, TODOS às assembleias. A mobilização da categoria é fundamental e vital para os nossos direitos e empregos!

Alterações e exclusões nas Cláusulas Saúde do Trabalhador:

- Fim da cláusula 33, que garante o pagamento das remunerações ao empregado inapto para o retorno ao trabalho, enquanto ele aguarda julgamento de recurso no INSS;
- Mediação no TST da cláusula 28 (plano de saúde);
- Redução dos dias de ausência remunerada para levar dependentes ao médico e redução da idade dos dependentes (de 18 para 6 anos);
- Alteração de atendimento psicológico por atendimento psicossocial para vítimas de assaltos;
- Fim da ginástica laboral,
- Redução do número de cipeiros, evitando que mais trabalhadores tenham a estabilidade provisória.


FONTE: FENTECT

Comando repudia a demora nas negociações e os ataques da ECT em boletins internos durante campanha salarial



Nesta segunda-feira (18), o Comando Nacional de Mobilização e Negociação (CNMN) realizou ato em frente ao edifício sede dos Correios, em Brasília, para demonstrar, mais uma vez, repúdio a suspensão das reuniões de negociações da Campanha Salarial 2017-18. Já são três suspensões das tratativas para um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A representação dos trabalhadores da FENTECT solicitou à empresa que o calendário aprovado em fórum da categoria fosse respeitado, inclusive, prontificando-se a negociar durante o final de semana.

Na última semana, as representações sindicais presentes em Brasília não mediram esforços para que todos os temas fossem debatidos. Porém, impasses no calendário, por parte da ECT, travaram a negociação. Novamente, na sexta-feira (15), a reunião foi suspensa pela representação da estatal.

Ainda nessa data, representantes sindicais protestaram contra a medida unilateral dos Correios em não negociar no prazo aprovado pelas assembleias dos trabalhadores por todo o País. O calendário referendado pelos trabalhadores de base segue até amanhã, dia 19 de setembro, com assembleias programadas para deflagração de greve.


Ataques e retiradas de direitos

No terceiro dia de negociação, 14 de setembro, a ECT apresentou como proposta vários ataques aos trabalhadores, com a redução de direitos e exclusão de várias cláusulas do ACT:

· Instituição do regime de banco de horas (acabando com o pagamento de horas-extras e criando o registro de ponto eletrônico);
· Fim da Entrega Matutina (excluindo a cláusula do ACT);
· Substituição da segurança armada das agências por um kit básico: cofre com fechadura eletrônica, alarme monitorado e circuito fechado de TV;
· Exclusão da cláusula que permite a fiscalização do cumprimento do ACT por parte do sindicato;
· Exclusão dos textos que dificultem ou criem barreiras para a execução da Dispensa Motivada (demissão em massa sem justa causa);
· Exclusão da cláusula que exige concursos públicos na ECT;
· Exclusão da cláusula que prevê o pagamento de indenização por morte ou invalidez permanente;
· Fim da pausa de 10 minutos/hora para quem trabalha em terminais computadorizados;
· Fim da tolerância de 5 a 10 minutos para registro do ponto;
· Em caso de inovações tecnológicas, os empregados seriam reenquadrados e não mais realocados;
· Exclusão da cláusula que regula o processamento de consignações em folha de pagamento (prejudicando as solicitações de empréstimos consignados);
· Exclusão do Programa Casa Própria;
· Redimensionamento da carga nos centros de tratamento, sem a participação de um representante sindical;
· Redução da quantidade de empregados no Grupo paritário que trata da anistia (de 5 para 2);
· Extinção das comissões regionais que tratam da violência contra a mulher e da violação dos direitos humanos;
· Extinção da Gestão Regional das Relações do Trabalho, para dificultar a atuação sindical, centralizando tudo em Brasília,
· Extinção da comissão paritária que avalia a responsabilidade civil do empregado em acidente de trânsito. 


Tentativa de desmoralização via Primeira Hora

Além do pacote de maldades apresentado, a ECT ainda ameaça toda a categoria em constante assédio moral, para tentar enfraquecer a mobilização nos estados. Uma das publicações da empresa argumenta suposta decisão do TST que daria carta branca à ECT para não manter os benefícios do acordo coletivo. Cabe destacar que o debate travado no tribunal se trata de mediação, sem caráter decisório. Logo, não há uma decisão judicial.


 Como já informado anteriormente, o TST formulou uma proposta para as partes, rejeitada por unanimidade pelos trabalhadores em todo o Brasil. A assessoria jurídica da FENTECT também lançou nota de esclarecimento sobre o tema, na semana passada, para explicar aos trabalhadores sobre essas ameaças.
Em vídeo divulgado na rede, o presidente da ECT tenta desmobilizar os trabalhadores ao sugerir que a manutenção do ACT é de responsabilidade das representações sindicais. Porém, é possível notar que a empresa utiliza desse discurso para pressionar os ecetistas e enfraquecer as representações sindicais

FONTE: FENTECT

Entidades se articulam contra resoluções que prejudicam o plano de saúde das categorias


Mesmo com a Campanha Salarial 2017-18 a todo vapor, a FENTECT segue com atividades paralelas, inclusive em apoio a seminários e debates de importância para diferentes categorias, que têm sido constantemente atacadas pelo governo federal e suas gestões. No dia 15 de setembro, o debate no Seminário da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB): Minutas de Resolução CGPAR, em Brasília, citou a situação do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios. Participaram também representantes da Caixa Econômica Federal e entidades ligadas à Eletrobrás.

Lideranças e dirigentes relataram sobre as gestões das estatais federais e debateram os riscos para diversas categorias, tanto para os trabalhadores da ativa quanto aposentados, “pela preservação de seus planos de saúde por meio de um movimento em defesa dos direitos dos associados de planos de saúde de autogestão.” O intuito do evento é a produção de um relatório para ser levado aos Poderes Executivo, Legislativo e ao Judiciário, se necessário.

O convite foi de grande relevância para a categoria dos ecetistas, que já está em campanha salarial e um dos grandes entraves para um novo Acordo Coletivo de Trabalho, a cada ano, é o plano de saúde. Por isso, a situação dos trabalhadores dos Correios foi relatada, como a saída do plano de saúde da gestão por RH, com intuito da economia e otimização da operação, porém, que gera, hoje, impasses entre a empresa e a categoria. Destacou-se o interesse da ECT em responsabilizar os empregados pela má gestão ocasionada pela criação da caixa de assistência e a contabilidade do pós-emprego.

Por fim, a representante da FENTECT no evento, a secretária de imprensa Suzy Cristiny da Costa, pediu a união das categorias e ressaltou que somente com a luta dos trabalhadores o quadro poderá ser invertido. “A única maneira de resolver é a unificação das categorias que estão sendo atingidas. A classe trabalhadora precisa acordar”, disse, antes de finalizar com o “Fora Temer”.
CLIQUE AQUI e assista a participação da FENTECT no evento.

MANIFESTO
Os participantes aprovaram, por aclamação, um manifesto para servir de referência na luta dos trabalhadores das empresas estatais federais. Leia o documento na íntegra:

Manifesto dos Participantes do Seminário ANABB "Minutas de Resolução CGPAR".

Nós, participantes do Seminário ANABB, gestores de autogestões em saúde e representantes de entidades representativas de trabalhadores que têm assistência à saúde prestada por autogestão, após analisarmos os possíveis impactos e riscos de uma eventual aprovação das minutas de Resolução CGPAR, que procuram estabelecer parâmetros de governança e de custeio para limitar o compromisso das empresas estatais federais com a assistência à saúde de seus empregados da ativa e aposentados, manifestamo-nos aos demais trabalhadores em empresas estatais federais da seguinte forma:

- As minutas de Resolução CGPAR, caso aprovadas, provocarão dificuldades de acesso aos serviços de assistência à saúde para os participantes de autogestões menores e imporão onerosidade excessiva para que os trabalhadores mantenham os direitos à atenção à saúde, duramente conquistados.

- Neste cenário complexo da conjuntura nacional, com retirada de direitos, faz-se necessária a unidade dos trabalhadores das empresas estatais federais no processo de resistência para manutenção dos direitos conquistados;

- Desta forma, assumimos o compromisso de buscar a unidade na ação para defesa das autogestões em saúde, como instrumento para garantir a maior cobertura de assistência à saúde, a custos suportáveis para os trabalhadores, difundindo os dados e os debates aqui ocorridos, para os demais trabalhadores das empresas estatais federais, por meio de suas entidades representativas.

Participantes do Seminário ANABB: Minutas de Resolução CGPAR
Realizado em 15/09/2017

Terceiro dia de negociação é pautado por retirada de direitos pela empresa

 

 Após mais de 40 dias de atraso para dar início às negociações, foram iniciadas no dia 12, terça-feira, as tratativas entre trabalhadores e empresa de Correios, para a Campanha Salarial 2017/18. As negociações foram adiadas por duas vezes pela ECT e, devido ao prazo do Tribunal Superior do Trabalho (TST), sobre a discussão do plano de saúde naquela corte, a empresa mais uma vez adiou a abertura das negociações.

Foram dois dias de ameaças sobre a retirada das vantagens previstas no acordo coletivo e sua validade e, após exaustivos pedidos do comando de negociação dos trabalhadores, hoje (14), no terceiro dia, a empresa apresentou sua proposta, um verdadeiro pacote de maldades que visa a retirada de direitos da categoria nos títulos: Das Questões Sociais, Disposições Gerais, Condições de Trabalho e Relações Sindicais.


Acompanhe as alterações propostas pelos Correios:
No Título I - Das questões sociais:

Sobre a cláusula da anistia, a empresa prevê a redução de participantes no grupo de trabalho que conduz as análises das demissões, ainda retira a condução dos trabalhos do grupo para que os Correios tenham a autonomia sobre o andamento dessas análises;
Para os aposentados a empresa propõe somente incentivar ações voltadas a esse grupo, alterando o texto, que atualmente “garante a participação do aposentado”, ou seja, com a mudança a empresa retira a obrigatoriedade de inclusão dos aposentados nas ações desenvolvidas pela ECT;

Na cláusula que trata sobre a valorização da diversidade humana e respeito às diferenças, os Correios propõem a extinção das comissões regionais compostas por empregados, que tinham como objetivo identificar casos de violação de direitos humanos e violência contra a mulher no ambiente de trabalho;

Quanto à cláusula referente ao programa Casa Própria, a empresa pretende excluir o dispositivo;

Quanto à saúde da mulher, a ECT condiciona a mudança provisória da gestante para outra atividade somente se prescrita por profissional dos Correios ou indicada por ele, alterando o atual regulamento que sugere qualquer médico especialista;

No título II, das Relações sindicais, a empresa propõe na cláusula “acesso às dependências” excluir a possibilidade dos sindicatos negociarem regionalmente a entrada nas unidades e ainda ameaça a retirada da remuneração dos dirigentes sindicais;

No título IV, das condições de Trabalho, os Correios propõe a exclusão da cláusula que trata sobre a entrega matutina, sobre a jornada dos atendentes e sobre a jornada de trabalho nos terminais computadorizados, que prevê 10 minutos de descanso após 50 minutos trabalhados;

No caso das inovações tecnológicas, a proposta da ECT dispõe que o empregado atingido pela mudança seja REENQUADRADO em outro cargo, independente de ser compatível com o seu cargo anterior;

No acompanhamento do redimensionamento da carga, exclui a participação e o acompanhamento dos sindicatos no processo;

Quanto à segurança nas unidades de Correios, era garantida a adoção de medidas para assegurar a segurança física do trabalhador e do cliente, mas a empresa propõe alteração para aplicar somente um kit básico de segurança, composto por cofre com retardo e câmeras CFTV; exclui o dispositivo que trata sobre o transporte de numerário e ainda condiciona que as medidas de segurança sejam implementadas com base no princípio no equilíbrio orçamentário;
No título VII – Das disposições gerais, a empresa propõe a exclusão de diversas cláusulas, entre elas: a que garante a realização de concurso público. Impossibilitando, dessa maneira, a reposição do quadro de empregados dos Correios;

Outra proposta de exclusão da empresa é relacionada às multas de trânsito, cláusula 72, que atualmente são responsabilidade da ECT. Com a retirada dessa cláusula os trabalhadores ficarão prejudicados e consequentemente penalizados ao assumir a responsabilidade dos Correios;

Outra exclusão proposta pelos Correios se dá sobre o processamento de consignações em folha de pagamento, que estipula o percentual que pode ser consignado em folha;

 
Na proposta da empresa, a jornada de trabalho também sofrerá alterações através da instituição do banco de horas, que, na prática, acaba com as horas extras e adota o método de compensação de horários. Esta alteração é muito prejudicial, pois o trabalhador não terá mais controle sobre sua jornada de trabalho;

Além disso, prevê a exclusão da responsabilidade civil pelos acidentes de trânsito. Atualmente, a empresa arca com os custos de acidentes, somente responsabilizando o trabalhador no caso de houver dolo pelo empregado.

Quanto à indenização prevista em caso de morte ou invalidez, que foi uma garantia adquirida em 2016, a proposta apresentada também é excluída. Assim como a cláusula que trata sobre o acompanhamento do cumprimento do acordo e a sua vigência.


À luta
As propostas da ECT demonstram apenas vontade da empresa em retirar direitos, postergando o debate das cláusulas com seriedade. Não resta outra alternativa senão reforçar o calendário de greve previsto para às 22h do dia 19 de setembro. A federação entende que é preciso reforçar a organização dos ecetistas por todo o país, sendo essa a única maneira de barrar todos estes ataques desferidos pela atual direção dos Correios.
O calendário com a data limite de negociação foi deliberado no mês de julho, no 34º Conrep da FENTECT. A empresa segue, no entanto, prejudicando o cumprimento dos prazos, o que reforça a decisão pela greve. A representação dos trabalhadores preza pelo diálogo e o processo de negociação, que é de grande relevância para evitar conflitos. A ECT deve reavaliar reavaliar o posicionamento e recuar nos ataques aos trabalhadores.

FONTE: FENTECT

sexta-feira, setembro 15, 2017

    EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Estado do Pará, SINCORT/PA, pessoa jurídica escrita sob CNPJ 05.623.954-0001/74, com sede localizada sito Av. Pedro Alvares Cabral, Passagem São Jorge nº 28, Bairro da Marambaia, CEP. 66615.550, Belém Pará, neste ato representado pelo seu Presidente Sr. Israel Pereira Rodrigues Junior, com base ao artº 24 do Estatuto social da entidade sindical, vem através deste convocar todos os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, para se fazer presente em assembleia geral que será realizada em primeira chamada as 18:00hs e em segunda chamada as 18:30hs do dia 19/09/2017, em frente ao CDD/SOUZA,  sito Av. Almirante Barroso, nº5054  Bairro do Souza, Belém Pará. Com o intuito de votação para a possível deflagração de greve geral por tempo indeterminado, a partir das 00:00hs do dia 20/09/2017.


 ISRAEL PEREIRA RODRIGUES JUNIOR

Presidente SINCORT/Pa.

sexta-feira, setembro 08, 2017

FENTECT oficializa decisão das assembleias ao TST


A FENTECT oficializou, na tarde desta terça-feira (5), a resposta das assembleias dos sindicatos filiados à proposta do ministro Emmanoel Pereira, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foi unanimemente rejeitada a prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho vigente até dezembro, sob a proibição de qualquer manifestação grevista e sem a garantia de retroativos, conforme havia sugerido o ministro.
A reunião de hoje é resultado de  um procedimento judicial protocolado pela ECT, que, dentro do TST não tem caráter de julgamento, mas busca  consenso entre as partes divergentes.
Diante  da rejeição por unanimidade das assembleias de trabalhadores dos Correios, o processo segue para conclusão. A categoria, com isso, pede a adoção da  negociação coletiva direta entre trabalhadores e empresa.
A FENTECT mais uma vez reforça a necessidade da participação maciça de todos os ecetistas atendentes, carteiros, OTTs e administrativos, nas assembleias, para fortalecer a necessidade de abertura das negociações e, ainda, para pedir respeito aos direitos dos trabalhadores dos Correios.

FENTECT apóia Seminário de Imprensa Sindical e convida entidades filiadas a participarem


A FENTECT convida os sindicatos filiados a participarem, com seus diretores e profissionais de imprensa, do V Seminário Unificado de Imprensa Sindical e o 3º Encontro Nacional de Jornalistas Sindicais, que será realizado em Brasília, no Hotel Brasília Imperial, entre os dias 14 e 16 de setembro. O evento compõe o Fórum Unificado de Comunicação Sindical, este ano, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal. A federação acredita na importância do debate sobre os desafios impostos à imprensa sindical, atualmente, por isso, apóia o seminário.  
Na programação, temas como as reformas do governo de Michel Temer, o falso déficit da previdência e a dívida pública, a disputa entre a imprensa sindical e alternativa versus a imprensa hegemônica, a comunicação nos meios digitais e a criminalização dos movimentos sociais estão em pauta.
Para o dia 16, momentos voltados especificamente para a classe de jornalistas sindicais, com o debate sobre a reforma trabalhista e os direitos desses profissionais, além da segurança em manifestações. Haverá ainda troca de experiências e a tirada de encaminhamentos da classe.
O público-alvo do seminário são os dirigentes sindicais, profissionais e estudantes, além de demais interessados. A formação contará muito para os jornalistas dos sindicatos filiados à FENTECT, que atuam diariamente junto às entidades, e os diretores, que têm como desafio lidar com a técnica e a produção de conteúdo desses segmentos.
As inscrições foram prorrogadas até esta quarta-feira, dia 6 de setembro, ao meio dia. O valor é de R$ 250,00 para diretores e jornalistas profissionais e R$ 125,00 para estudantes. Para se inscrever basta clicar no link: https://goo.gl/cEfTYm.
PROGRAMAÇÃO
Dia 14
08h00 – Credenciamento

09h00 – Saudação da Organização
09h15 – Mesa de abertura: As reformas e os desafios à classe trabalhadora
  • Plínio de Arruda Sampaio Júnior (Doutor em Economia Aplicada, livre-docente do Instituto de Economia da Unicamp)
  • Marcelo Badaró (Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense, professor de História do Brasil da UFF)
  • Edson Cardoso (Doutor em Educação pela USP, jornalista e professor)
12h – Almoço
13h30 – A Conjuntura e a organização dos movimentos sindicais
  • CUT
  • CSP-Conlutas
  • Intersindical
  • CTB
15h50 – Intervalo
16h – Imprensa sindical e alternativa X Imprensa hegemônica: a disputa de narrativa nas reformas
  • Claudia Costa (jornalista da CSP-Conlutas)
  • Samuel Lima (Docente e pesquisador do curso de Jornalismo da UFSC)
  • Maria Teresa Cruz (jornalista da Ponte Jornalismo)
18h – Coffee Break
18h30 – Comunicação sindical nos meios digitais – As redes sociais: desafios e estratégias
  • Jonas Valente (jornalista da EBC, diretor do SJPDF e estudante de doutorado no PPG-SOL UNB com tese sobre redes sociais)
  • Kauê Scarim (midiativista e coordenador de mídias sociais do PSOL Nacional)
  • Dríade Aguiar (Gestora da Frente de Redes Sociais da Mídia Ninja)
20h30 – Lançamento do livro “Crônica de uma Crise Anunciada – Crítica à economia política de Lula e Dilma”, de Plínio de Arruda Sampaio Júnior.
Dia 15
09h – O falso déficit da Previdência Social e a Dívida Pública

  • Maria Lucia Fattorelli (coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida)
  • Max Leno de Almeida (supervisor técnico do Dieese)
10h45 – Intervalo
11h – O recorte de Gênero e Raça das reformas e a imprensa sindical
  • Jolúzia Batista (socióloga e assessora do CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria)
  • Clarissa Peixoto (Jornalista Sindsprev/SC e blog Catarinas)
  • Meire dos Reis (professora da Rede Estadual da Bahia)
13h00 – Almoço
14h30 – Criminalização dos movimentos sociais – A violência do Estado através da polícia
  • Vitor de Lima Guimarães (coordenação do MTST)
  • Alberto França (representante da APIB do povo Terena – MS)
  • Leonor Costa (Jornalista PSOL Nacional e do Sindjus-DF e diretora do SJPDF)
  • Ricardo Velho (Diretor do IF Catarinense de Abelardo Luz – SC)
16h30 – Coffee Break
17h – O papel do jornalista sindical na luta da classe trabalhadora
  • Claudia Santiago (coordenadora do NPC)
  • Gustavo Vidal (Jornalista do Sindijus-PR e diretor do Sindijor-PR)
  • Renata Maffezoli (Jornalista do ANDES-SN e diretora do SJPDF)
19h00 – Plenária Final
3º ENCONTRO NACIONAL DE JORNALISTAS SINDICAIS
Dia 16 
09h – A reforma trabalhista e os direitos dos jornalistas sindicais

Debate com o escritório de advocacia do SJPDF
10h30 – Segurança dos jornalistas sindicais nas manifestações
12h30 – Almoço
13h30 – Interação entre jornalistas
16h – Troca de Experiências – Apresentação de publicações sindical
17h – Encaminhamentos
Contato da Organização do V Seminário Unificado de Imprensa Sindical e do 3º Encontro Nacional de Jornalistas Sindicais:
SJPDF: (61) 3343-2251
email: 5imprensasindical@gmail.com

FENTECT

Números dos Correios e Postal Saúde continuam questionáveis para a categoria



Hoje (5), foi realizada reunião do Conselho de Administração para apresentação dos números da Postal Saúde e dos Correios. Mais uma vez, os quantitativos apresentados foram questionados pela representação dos trabalhadores. O secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, repudiou a proposta da empresa em repassar a má gestão aos próprios empregados, conforme tem sido discursado constantemente em reuniões, para a mídia e em mediações.
Durante a reunião, que foi até o período da tarde desta terça-feira, o secretário ainda acrescentou que é preciso aproveitar a dimensão dos Correios para novos investimentos. “É necessário aproveitar a grande estrutura da estatal para que novos serviços sejam disponibilizados ao mercado, para o crescimento da receita. Não é aceitável seguir apenas a ótica do enxugamento da máquina, com cortes de direitos dos trabalhadores e paralisia comercial”, ressaltou.
A FENTECT solicitou o material apresentado para disponibilizar nas redes da federação e dar a devida divulgação. A representação dos ecetistas afirmou, ainda, que todos os esforços serão feitos para que a empresa de Correios se mantenha sustentável e garantindo o respeito aos trabalhadores.
Com isso, a FENTECT mantém o pedido de atenção da categoria às mobilizações dos sindicatos e da federação, por todo o país. Tendo em vista a falta de transparência da ECT e das estratégias que ameaçam os trabalhadores, é preciso haver luta constante pelos direitos e os empregos nos Correios.

FENTECT

XIX Consin debate campanha salarial e encaminha deliberações



Brasília recebeu o XIX Conselho de Representantes Sindicais (Consin), realizado nesta segunda-feira (4). O encontro apresentou debates sobre a atual conjuntura nacional e dos Correios, expandindo para a campanha salarial e possíveis mobilizações.
Durante o evento foram tratadas questões que afligem a classe, como: ameaça de demissão motivada, privatização, fechamento de agências, falta de segurança, falta de funcionários, alterações no plano de saúde, suspensão de férias e horas-extras, reformas trabalhista e previdenciária, entre outros.
O calendário da campanha salarial, as possíveis mobilizações e o futuro dos Correios também foram pauta durante este dia. 
Campanha Salarial
O calendário de lutas definido no O 34º Conrep será mantido. De acordo com a pauta, a greve está prevista para 19 de setembro. A proposta de reajuste salarial propõe reposição de 8% para todos os trabalhadores da ECT, mais R$ 300,00 linear. Além disso, ticket de R$ 45,00, vale cesta de R$ 440,00 e aumento de 10% nos demais benefícios e adicionais.
“Esta é uma campanha salarial diferente de todas as outras. Vamos precisar de muita coragem e transmiti-la aos trabalhadores”, ressaltou o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva.
Na ocasião, os representantes destacaram a importância de outras categorias participarem das mobilizações para solicitar apoio à luta contra a privatização, inclusive com campanha extraordinária da base Rio/São Paulo, e atos nas principais metrópoles do país.

Não, não, não a Privatização
O pacote de privatizações do governo Temer tem sido uma das maiores preocupações dos ecetistas. Após um ano de golpe, o fantasma da privatização assusta de forma mais profunda a empresa.
Atualmente, Michel Temer está na China apresentando um pacote de privatizações e concessões que inclui aeroportos, portos, rodovias e linhas de transmissão. A possível venda parcial ou privatização total da ECT coloca todos os trabalhadores em alerta. “A necessidade agora é fazer o enfrentamento bem feito para garantir a manutenção dos direitos”, afirmou José Rivaldo.

Proposta rejeitada
Amanhã (5), será entregue ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) o documento que rejeita a proposta de mediação do vice-presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira, que prevê prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho até dezembro deste ano, porém, sob a proibição de qualquer manifestação grevista, mesmo com descumprimento por parte  da ECT, e sem a garantia de retroativos.
Os 31 sindicatos filiados à FENTECT, em assembleias realizadas por todo o País rejeitaram porque essa ação poderia acarretar danos irreversíveis, como alterações nos direitos dos ecetistas com base na contrarreforma trabalhista, que entra em vigência no dia 11 de novembro. Além disso, sem garantias de pagamentos retroativos em uma posterior negociação do ACT 2017-18.
Vai à luta!
Este é o momento certo para o enfrentamento. Não estão em risco somente os direitos adquiridos durante décadas de luta, mas também os próprios empregos, que podem ser extintos com a privatização.
A única solução para salvar os trabalhadores é a atuação em conjunto. Os direitos só serão mantidos se houver uma greve suficientemente forte, deixando de lado as diferenças e lutando em prol de um bem maior: a valorização dos empregados dos Correios

Principais deliberações do XIX Consin
- Manutenção do calendário de lutas definido no 34º Conrep, com deflagração da greve para o dia 19 de setembro;
- Enviar de cartas todos os dias à empresa requerendo abertura das negociações coletivas;
- Formalizar o quantitativo gasto em patrocínio nos últimos anos;
- Dar abertura imediata às negociações coletivas entre a empresa e as representações sindicais;
- Participar no dia 14 de setembro do Dia Nacional de Lutas;
- Realizar as reuniões com petroleiros e demais categorias pela unificação das lutas;
- Buscar apoio junto aos parlamentares, para a campanha salarial e greve, bem como as demais entidades sindicais, centrais sindicais e movimentos sociais; 
- Realizar acampamentos em Brasília durante a greve;
- Confeccionar material de comunicação patrocinado pela FENTECT nas redes sociais;
- Elaborar boletins, cartazes, vídeos e outros materiais didáticos da campanha salarial e contra a privatização;
- Fazer campanha contra as perseguições sindicais;
- Encaminhar ação civil pública e denúncia na OIT contra a diminuição dos postos de trabalho com os PDIA’s e PDV’s, ameaçando, assim, a universalização do serviço postal;
- Denunciar o processo de privatização nos Correios por meio da CorreiosPar;
- Dar encaminhamento imediato à ação judicial para a abertura das contas da ECT;
- Campanha contra o PDV e o PDI;
- Enviar carta à FINDECT reafirmando o calendário deliberado pela maioria dos sindicatos de Correios;
- Realizar eventos de mobilização nas bases da FINDECT, conforme deliberado no 34º Conrep;
- Realizar assembleias para deliberar o estado de greve de 13 a 14 de setembro;
- Campanha nacional e ações judiciais pela transformação dos Correios em autarquia (ADPF);
Buscar a unificação dos sindicatos em caso de greve.

FENTECT

sexta-feira, setembro 01, 2017

Semana de homenagens rende também debates sobre estratégias e garantias de direitos



Nesta semana, representantes da FENTECT participaram de atividades importantes de homenagem na Câmara dos Deputados, na capital federal, e da “15ª Plenária - Congresso Extraordinário e Exclusivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT): 100 anos depois… A luta continua! Nenhum Direito a Menos”, em São Paulo. Na segunda-feira (28), no Congresso Nacional, a central foi parabenizada pelos 34 anos de existência. Os parlamentares também saudaram a Lei de Anistia (Lei nº 6.683), que completa 38 anos.

Dando continuidade às ações da Secretaria de Anistia da federação, alguns representantes que participaram do 24º Encontro Nacional dos Anistiados, Anistiandos e Anistiáveis da FENTECT permaneceram em Brasília para acompanhar a agenda da Semana da Anistia. A data do encontro, realizado entre os dias 22 e 24 de agosto, foi estrategicamente marcada para comemorar o aniversário da lei, no dia 28 de agosto, última segunda-feira. 

Ainda na terça-feira (29), na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, a representação dos trabalhadores dos Correios participou da audiência pública onde criticou o ritmo de trabalho e condução da Lei 10.559-2002. Para os presentes, as novas diretrizes do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a Comissão de Anistia não estão realmente atuantes.

A participação efetiva dos anistiados, anistiandos e anistiáveis na Semana da Anistia, que vai até hoje (31), faz parte dos encaminhamentos do encontro realizado semana passada e contou com a coordenação da Comissão Nacional de Anistia (CNA) da FENTECT.


Filiação
Comemorando a data da fundação no mesmo dia, a CUT, criada no 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), em São Bernardo do Campo (SP), tem espaço fundamental nas atividades da FENTECT. A federação, filiada à CUT - maior central do País, com cerca de 3.800 entidades filiadas e mais de 7,8 milhões de trabalhadores associados - repercute decisões e atos importantes para o Brasil e para os trabalhadores dos Correios.


Comemoração com debate
Também de grandes proporções, o congresso da CUT, iniciado no dia do aniversário da central (28) e que vai até esta quinta-feira (31), foi lançado para debater os perigos da atual conjuntura do Brasil e relembrar a primeira grande greve do país de 1917. O evento contou com várias etapas regionais de preparação, para colher sugestões e proposições de trabalhadores, que contribuam com as resoluções da 15ª Plenária.

O congresso contou com a participação de palestrantes internacionais e de movimentos sociais do campo e da cidade importantes para o Brasil, além de autoridades renomadas. Mais de 100 convidados do exterior e 720 delegados de todo o país reunidos para tratar o futuro do trabalho, a defesa dos direito, as contrarreformas do governo golpista, novas tecnologias, entre outros assuntos.